Arthur Schopenhauer
05 novembro 2012
Sombra
Arthur Schopenhauer
26 outubro 2012
As Coisas que Chamamos de Amor
Nosso amor ao próximo - não é ele uma ânsia por nova propriedade? E igualmente o nosso amor ao saber, à verdade, e toda ânsia por novidades?
Pouco a pouco nos enfadamos do que é velho, do que possuímos seguramente, e voltamos a estender os braços; ainda a mais bela paisagem não estará certa do nosso amor, após passarmos três meses nela, e algum litoral longínquo despertará nossa cobiça: em geral, as posses são diminuídas pela posse. Nosso prazer conosco procura se manter transformando algo novo em nós mesmos - precisamente a isto chamamos possuir.
Enfadar-se de uma posse é enfadar-se de si mesmo.
(Pode-se também sofrer da demasia - também o desejo de jogar fora, de distribuir; pode ter o honrado nome de "amor".)
Quando vemos alguém sofrer, aproveitamos com gosto a oportunidade que nos é oferecida para tomar posse desse alguém; é o que faz o homem benfazejo e compassivo, que também chama de "amor" ao desejo de uma nova posse que nele é avivado, e que nela tem prazer semelhante ao de uma nova conquista iminente.
Mas é o amor sexual que se revela mais claramente como ânsia de propriedade: o amante quer a posse incondicional tanto sobre sua alma como sobre seu corpo, quer ser amado unicamente, habitando e dominando a outra alma como algo supremo e absolutamente desejável.
Se considerarmos que isso não é outra coisa senão excluir todo o mundo de um precioso bem, de uma felicidade e fruição; se considerarmos que o amante visa o empobrecimento e privação de todos os demais competidores e quer tornar-se o dragão de seu tesouro, sendo o mais implcacável e egoísta dos 'conquistadores' e exploradores; se considerarmos, por fim, que para o amante todo o resto do mundo parece indiferente, pálido, sem valor; e que ele se acha disposto a fazer qualquer sacrifício, a transtornar qualquer ordem, a relegar qualquer interesse: então nos admiraremos de que esta selvagem cobiça e injustiça do amor sexual tenha sido glorificada e divinizada a tal ponto, em todas as épocas, que desse amor foi extraída a noção de amor como o oposto do egoísmo.
Nisso, evidentemente, o uso lingüístico foi determinado pelos que não possuíam e desejavam - os quais sempre foram em maior número, provavelmente. Aqueles que nesse campo tiveram posses e satisfação bastante deixaram escapar, aqui e ali, uma palavra sobre o 'demônio furioso', como fez o mais adorável e benquisto dos atenienses, Sófocles: mas Eros sempre riu desses blasfemos - eram, invariavelmente, os seus grandes favoritos.
- Bem que existe no mundo, aqui e ali, uma espécie de continuação do amor, na qual a cobiçosa ânsia que duas pessoas têm uma pela outra deu lugar a um novo desejo e cobiça, a uma elevada sede conjunta de um ideal acima delas: Mas quem conhece tal amor? Quem o experimentou? Seu verdadeiro nome é amizade."
07 outubro 2012
Filosofia Budista
05 junho 2011
10 maio 2011
29 abril 2011
Rich Man
"How many times have you heard someone say if I had his money I could do things my way/ But little they know that's so hard to find one rich man in ten with a satisfied mind"
O trecho acima é da música "A Satisfied Mind", gravada por Johnny Cash, e faz parte da badalada trilha sonora do filme "Kill Bill", de Quentin Tarantino.
Quer dizer, em tradução livre: "Quantas vezes você ouviu alguém dizer: 'Se eu tivesse dinheiro, faria tudo de meu jeito'/ Mal sabem eles que é muito difícil encontrar um homem rico com uma mente satisfeita."
Jack Johnson cantou esse trechinho da música em entrevista à Folha para responder por que doará todo o lucro dos oito shows que fará no Brasil para ONGs que ensinam música, arte e surfe.
"Não preciso desse dinheiro; consigo manter minha família e minha banda com a venda de CDs".
O músico havaiano de 35 anos deu entrevista de sua casa no Havaí, semanas antes de embarcar para uma turnê por oito cidades brasileiras. O primeiro show acontece em São Paulo em 21 de maio, no Festival Natura Nós.
Ele vem acompanhado dos mesmos três músicos com quem toca desde seu primeiro disco, "Brushfire Fairytales", de 2001.
"Sou eu e os mesmos três caras desde que comecei, uns dez anos atrás, tocando em bares para 16 pessoas que não prestavam atenção", lembra Johnson, que teve seus dois últimos discos em primeiro lugar nas paradas norte-americana e inglesa.
Fonte: Folha de São Paulo
20 abril 2011
Ilusões verdadeiras
O que é mais belo na vida, são as ilusões da vida.
Honoré de Balzac
14 abril 2011
13 abril 2011
Vasto Ponto Azul
Há cinco décadas um de nós deu um salto jamais dado, e orbitou por pouco mais de uma hora, a centenas de quilômetros de altitude, a todos nós, com nossos conflitos e vitórias, ou como Carl Sagan diria, “o agregado de nossa alegria e nosso sofrimento”. Yuri Gagarin foi o primeiro de nós a ter um vislumbre do pálido ponto azul, que a centenas de quilômetros ainda surge como uma vasta abóbada, mas uma vasta abóbada azul. “A Terra é azul. Que maravilhoso!”, exclamou para o controle da missão. Gagarin vislumbrou uma perspectiva numinosa, que inspira profunda humildade, fascinação e admiração.Somados ao longo de toda uma vida, cruzamos com nossos próprios pés milhares de quilômetros de distância percorrendo a superfície deste planeta. Poderíamos dar mais de uma volta através do globo, mas andamos em círculos pequenos, não raro em torno da pequena região próxima onde nascemos. Se apenas pudéssemos traçar estes passos não apenas cruzando o mundo, como em direção ao espaço infinito, é novamente assombroso como bastam algumas centenas de quilômetros para ver a Terra azul, sem fronteiras retilíneas, apenas uma vasta planície que se curva no horizonte, marcada quando muito por rios e oceanos, montanhas e vales, e coberta por uma camada de nuvens brancas sempre mutante, composta da mesma substância que responde por toda a vida que conhecemos e que escorre de nossos olhos quando sentimos nossas mais fortes emoções.
O primeiro homem no espaço foi chamado de cosmonauta, em contrapartida aos astronautas americanos, ou mesmo aos taikonautas chineses. São todos seres humanos, são todos pessoas que deixaram aqueles que amavam abaixo e tiveram medo de nunca mais voltar. Somos nós. Se a tecnologia que lançou Gagarin ao espaço foi a mesma que é capaz de lançar ogivas atômicas que transformariam a cor de todo o planeta em um cinza nuclear, há algum conforto e motivo para celebrar que não tenhamos pintado o ponto em que vivemos de cinza, e neste exato momento haja seis seres humanos orbitando a todos nós.
Seis seres humanos no espaço, incluindo russos e americanos, em uma estação espacial resultado da colaboração contínua de inúmeros países representando centenas de milhões de pessoas em cooperação. Como Gagarin, os tripulantes da Estação Espacial Internacional vêem o planeta azul, e diferente de Gagarin podem partilhar sua emoção, e algo de sua visão, em tempo real.
Algum dia, um de nós deixará o planeta sem medo de nunca mais voltar, porque estará indo viver uma aventura fantástica ao encontro daqueles que ama em um lugar muito mais distante do berço azul onde nascemos. Algum dia, um ponto a milhões de quilômetros de distância, seja ele de que cor for, será o berço de muitas pessoas, que ainda assim serão como nós. Porque seremos nós. Encaramos desafios imensos, mas somos capazes de façanhas incríveis. Vivemos em maravilhoso berço azul, vasto porque ainda somos infantes, mas ínfimo perto do infinito que podemos explorar. Yuri Gagarin o viu primeiro.
Confira o áudio de Gagarin na Vostok-1 com imagens em First Orbit – the movie completo acima.
[Imagem inicial: Gagarin e Laika, Tebe-interesno, via Lissa. First Orbit via Brainstorm#9, e comentário de Matheus Amorim]
Fonte: Sedentario.org
12 abril 2011
16 fevereiro 2011
Ser inteiro
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem estar.
Dr. Flávio Gikovate
05 janeiro 2011
11 novembro 2010
Repetição
06 outubro 2010
O Amor é um estado de consciência
Quando falo de amor, estou falando desse amor: um amor que não é um relacionamento mas um estado de ser. Lembre-se: sempre que eu uso a palavra "amor", eu a uso como um estado de ser, não como um relacionamento. Relacionamento é apenas um aspecto muito pequeno do amor.
Osho, em Intimidade
04 outubro 2010
Alimento da Alma
Mas ainda assim o amor permanece um fenômeno desconhecido. E deveria ser um dos mais conhecidos. É quase como se alguém viesse e perguntasse: "O que é comida?" Você não ficaria surpreso se viesse alguém é perguntasse: "O que é comida?" Se alguém tem passado fome desde o início e nunca experimentou comida, a pergunta será relevante. Assim é esta pergunta. Você pergunta: "O que é amor?"
Amor é o alimento da alma. Mas você tem passado fome. Sua alma não recebeu nenhum amor, por isso você não lhe conhece o sabor. Sua pergunta é relevante, mas é infeliz. O corpo recebeu alimento, por isso ele continua; mas a alma não recebeu nqualquer alimento, por isso a alma está morta, ou não nasceu ainda, ou está desde sempre em seu leito de morte.
Osho, em Sufis, o Povo do Caminho
29 setembro 2010
Não-possessividade
Porque ser possessivo? A possessividade mostra simplesmente uma coisa, que você não pode confiar na existência. Você tem que ter um seguro só para você, segurança para você, não para o outro; você não consegue confiar na sua existência.
Não-possessividade significa basicamente confiar na existência. Não há nenhuma necessidade de possuir, porque o todo já é nosso.
Osho
27 setembro 2010
Liberdade
A liberdade deve permanecer o valor supremo.
Osho, em Não-Pensamento do Dia
11 setembro 2010
Ciência X Religião
Estamos condenados ao desentendimento se a única coisa que nos une é a constatação óbvia de que não há motivos para acreditar em Deus ou deuses. Ateísmo é uma conclusão pequena sobre um assunto que só é grande nas pequenas mentes.
Se nos unirmos porque vemos na ciência a melhor forma de obter conhecimento confiável e funcional sobre o mundo, se nos unirmos pela crença nos direitos universais de todos os seres humanos, se nos unirmos pelos ideais dos iluministas e enciclopedistas, se nos unirmos na vontade de tornar este mundo melhor por vias pacíficas e democráticas que abominam a morte, então não somos apenas ateus e agnósticos, somos também humanistas seculares.
E o humanismo secular já é, em alguns aspectos, um movimento bem-sucedido. Já existe uma organização internacional com mais de 50 anos, a IHEU, que é uma das poucas com coragem para denunciar a tentativa dos países da Organização da Conferência Islâmica (OIC), que todos os anos tentam passar uma resolução contra a blasfêmia na ONU. Hoje, 11 de setembro, é um dia especialmente adequado para lembrar que proibir a “blasfêmia” não vai evitar a perpetuação da barbárie no mundo.
Dawkins está certo em falar que juntar ateus é como arrebanhar gatos. Mas isso diz respeito a juntar ateus apenas por seu ateísmo.
Existem vários tipos de condutas em ateus. Não deveria surpreender a nenhum ateu que existam ateus agindo mal, porque o ateísmo é vazio em proposições quanto à conduta, justamente por não ser uma posição sobre conduta, mas sobre o que existe no mundo real. Muitos ateus como eu (talvez a maioria) compartilham valores na conduta intelectual – que é orientada pela ciência e pela filosofia – e na conduta moral, orientada pela universalidade de direitos enraizada na reciprocidade, no diálogo, e na empatia.
Estas condutas já receberam vários nomes e um deles é humanismo secular.
Não há promessas mirabolantes: um humanista secular não vai se tornar perfeito. Tanto quanto a ciência, que chega a respostas confiáveis por uma comunidade, o trabalho de elevar o status moral do mundo deve ser um trabalho não individual, mas coletivo, porém, não pode perder de vista que as raízes dos direitos universais são as capacidades e necessidades dos indivíduos. Por isso, culturas não valem mais que indivíduos. Se culturas não respeitam os indivíduos de alguma forma, devem mudar, e de fato mudam quando há um trabalho coletivo pela mudança.
E não me furto a dizer quais são algumas dessas culturas: é a nossa cultura, quando nega o direito civil ao casamento para homossexuais; é a cultura dos índios Suruwahá e outros, que praticam o infanticídio; é a cultura islâmica que obedece à lei da Sharia; é a cultura daquelas corporações que remuneram mal seus funcionários e trabalham pela via do “homem é o lobo do homem”.
Quem conhece o suficiente de ciência, de arte e de cultura sabe que indivíduos perfeitamente sábios simplesmente não existem. Sempre haverá perguntas sem respostas para qualquer Einstein, Jesus, Confúcio, ou Buda. Nenhuma parábola de Jesus, por exemplo, responde a problemas reais sobre o mundo que nos cerca – respostas bonitas não são respostas práticas.
Ficar fazendo discursos morais bonitos não ajuda ninguém a descobrir a penicilina, nem a investigar em que estágio um embrião humano pode ser considerado um ser que percebe a si mesmo (um indivíduo). Para ter respostas sobre o mundo, tiramos nossas pré-concepções e livros sagrados da frente dos olhos, olhamos em volta e arregaçamos as mangas para chegar a respostas difíceis de serem obtidas.
Se os ateus querem fazer mais do que criticar, polemizar e desconstruir, precisam se unir em torno de uma meta comum.
Eli Vieira, presidente da LHSB -Liga Humanista Secular do Brasil
25 maio 2010
Será a felicidade necessária?
Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois fardos são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência. Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho, e a conclusão pode não ser clara.
Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das teses libertárias dos anos 1960.
É irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais cruel para a pobre criança.
"É a felicidade necessária?" é a chamada de capa da última revista New Yorker para um artigo que, assinado por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre "satisfação", como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de 17 000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para 70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, "por que trabalhar tanto, arriscando desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?".
Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (Happiness Around the World: The Paradox of Happy Peasants and Miserable Millionaires), informa que os nigerianos, com seus 1 400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia, Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos de trânsito, "que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida".
Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego (as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para o filho.
Roberto Pompeu de Toledo
02 fevereiro 2010
Deus

Esse é um princípio básico de toda pesquisa científica: não use hipóteses desnecessárias. Trabalhe sempre com o mínimo de hipóteses. Se Deus precisa ser criado por outro Deus, ainda maior, você irá chegar a um absurdo, àquilo que, em lógica, se chama regressum infinitum. Você irá regredir infinitamente e não irá encontrar a resposta. A pergunta continuará exatamente no mesmo ponto em que estava: “Quem criou o Deus definitivo?"
A existência nos basta. Por isso eu falo sobre o divino, mas não sobre Deus. Deus é uma invenção dos sacerdotes, dos padres. Deus é uma ficção para consolar você, para fazer com que você tenha medo, se sinta culpado. Todas as religiões dependem de sua culpa, de seu medo, mas isso não é uma religiosidade autêntica. A religiosidade autêntica o tornará destemido, sem medos: não um escravo, não uma marionete nas mãos de um Deus desconhecido que é uma ficção.
Osho