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25 setembro 2011

Pesquisa sobre comportamento

Excelente a pesquisa realizada pela revista VIP sobre o comportamento feminino. Segue aqui as principais partes. Fica a dica...
 
Tem uma piada que diz que agradar às mulheres é uma tarefa “simples”: basta ser amigo, amante, companheiro, criativo, simpático, inteligente, sedutor, esportista, carinhoso, rico, engraçado… e uma lista infindável de coisas. Como toda brincadeira tem um fundo de verdade, aqui o negócio não é diferente. A mulherada é, sim, exigente.
Pois então. Foi essa maluquice de tentar entender do que as mulheres gostam na cama que tínhamos em mente quando encomendamos esta pesquisa exclusiva para o núcleo de Pesquisa e Inteligência de Mercado do Grupo Abril, que edita a VIP. Segundo métodos científicos, eles consultaram via internet 1 193 mulheres entre 18 e 35 anos do país todo. O resultado está aqui: um completo estudo cheio de surpresas, como esta: oito em cada dez mulheres gostam que você use algum tipo de força na hora da transa, sabia?. Leia e entenda tudo para fazer bonito sempre.
Descobrimos o que elas querem na cama (e no banho, na sala, na escada…)
Porta dos fundos
Faz algum tempo que sexo anal deixou de ser tabu. A porta dos fundos é apreciada por uma parcela considerável da população feminina. Entre nossas entrevistadas, 65% disseram que já fizeram anal. E 57% delas gostaram e repetiram, enquanto 13% curtiram, mas não fizeram de novo. E só 30% das moças acharam a experiência ruim (nem a Sandy está aqui). Só que, entre as 35% que nunca fizeram, 1/3 tem vontade de experimentar! Só está faltando o incentivo…

Tanto casadas quanto solteiras, 69% das mulheres gostariam de transar mais. 
Quantos encontros precisam para ir para cama?
  • 1 encontro: 12%
  • 2 ou 3 encontros: 33%
  • 4 ou 5 encontros: 25%
  • 6 a 8 encontros: 9%
  • Mais que 8 encontros: 16%
  • Apenas casando: 5%
Para levar 70% delas para um quarto, precisa sair até 4 ou 5 vezes antes


Mulheres e seus dedos
Mulheres gostam de masturbar-se independentemente de estarem satisfeitas ou não com sua vida sexual. As que transam mais se masturbam tanto quanto as que têm a vida sexual menos, digamos, divertida: 37% das que não estão transando atualmente praticam masturbação pelo menos duas vezes por semana, exatamente a mesma quantidade de vezes que 36% da mulherada que transa quatro ou mais vezes toda semana. Ah! Apenas 21% das mulheres usam algum acessório para isso. O resto é no dedo mesmo.

Entre as mulheres comprometidas, 60% pensam no parceiro (ou, se você for pessimista, 40% NÃO pensam no parceiro). Já entre as solteiras, 1/3 pensa no ex-namorado.
Acerte o alvo
Para conseguir levar a mulher para a cama na primeira noite, o mais importante não é estar bonito e perfumado. Entre dez itens que apresentamos, veja quais elas consideram os cinco campeões (juntos eles somam 68% das respostas):
1º. Você mostrar o quanto ela é importante para você
2º.
Ter um bom papo
3º.
Se mostrar cheio de desejo
4º.
Criar uma situação especial, como um jantar
5º.
Falar coisas sensuais em seu ouvido
O maravilhoso mundo dos brinquedos
Mais da metade da mulherada já usou acessórios eróticos: 59%. Os mais populares são os géis e cremes (que esquentam, esfriam, deslizam etc.), dados e jogos eróticos, fantasias e vibradores. E atenção: entre as que nunca usaram nenhum produto de sex shop, 64% têm vontade (olha lá, a sua garota pode estar aqui no meio)! O maior problema dessas mulheres é vergonha do parceiro (28%) ou não saber onde (24%) e o que comprar (21%). Que tal aparecer com uma surpresa para ela?

7 lições que tiramos disto tudo

1. Preliminares são essenciais. E sexo oral é o pedido nº 1. Para acertar, não tenha pressa (mas também não demore muito). Na dúvida, pergunte.
2. Que tal incluir acessórios eróticos na sua cama? Há desde cremes que estimulam o clitóris até anéis penianos, que dão prazer aos dois.
3. Poucas mulheres já fizeram sexo a três. Mas muitas gostariam de experimentar! Vá jogando a ideia aos poucos para a sua.
4. Mulheres adoram fazer sexo de quatro. Mas, para gozarem, eles geralmente têm que estar por cima. Varie.
5. Elas gostam que você segure o corpo delas com força na hora da transa. Cuidado para não errar na dose.
6. Não adianta você preparar um jantar e aparecer com o tórax malhado e a barriga tanquinho se não for atencioso com ela. Mulheres até topam uma barriguinha, mas não topam o cara que só se preocupa com ele mesmo.
7. Para metade delas, o tamanho do pênis importa. Mas muitas outras coisas têm mais importância: boas preliminares (sempre elas!), você ser carinhoso, olhar nos olhos dela e fazê-la gozar, por exemplo.
Fonte: Revista VIP

06 setembro 2011

Dia do sexo

Tirem as crianças da sala! Hoje é o dia do sexo e para comemorar segue um clipe muito bacana.


Pornquesta - Pornchestra

Mas lembrem-se, todo dia é dia...

25 agosto 2011

Qual a sua Tatuagem?

Um recente estudo realizado nas principais capitais brasileiras, analisou o comportamento sexual das mulheres levando em consideração o tipo de tatuagem que elas têm.
O pesquisador  E. Mendes entrevistou mulheres em todo o Brasil e chegou a algumas conclusões: “Primeiramente, foi possível constatar que as mulheres tatuadas gostam mais e praticam mais sexo do que as mulheres sem tatuagem“, afirma Mendes.
Parece que não ter medo de sentir dor, de alguma forma, está ligado à excitação sexual feminina“, 73% das entrevistadas que disseram gostar muito de sexo eram tatuadas, e quase metade das mulheres sem tatuagem que adoram sexo, tem intenção em fazer uma tatuagem.
A pesquisa serviu também para traçar o perfil sexual das mulheres de acordo com o tipo de tatuagem que elas têm.
82% das mulheres com tatuagem de estrela disseram preferir sexo selvagem;
42% das mulheres uma fada tatuada no corpo preferem sexo oral;
96% das mulheres que tem tatuada a frase Carpe Diem são adeptas do sexo no primeiro encontro;
55% das mulheres com tatuagens tribais têm tendencia ao lesbianismo;
42% das mulheres com uma tatuagem de borboleta já participaram de alguma orgia ou sexo grupal.

15 abril 2011

Traição feminina

Pesquisas indicam que a infidelidade feminina quase dobrou em uma década e na geração até 30 anos, metade das mulheres assume que já foi infiel

Fim do expediente. Ela recolhe a papelada da mesa, desliga o computador e sai com a nécessaire a tiracolo em direção ao banheiro. Lá, do alto de seu 1,78 metro, ajeita a meiacalça antes de caminhar sem pressa para a frente do espelho. De olhos bem abertos, começa conferindo um tom mais vivo às bochechas alvas e termina escovando os cabelos castanho-claros até quase a cintura. Faltava apenas o batom, que ela sacou da bolsa e calmamente deslizou apenas no lábio inferior, que, por compressão, tingiu o superior. Do lado de fora da empresa, o rapaz que a aguarda dentro do carro vê a hora no relógio e examina o movimento ao redor antes de checar o penteado no retrovisor. Tudo pronto, ela dá o passo final com uma mensagem enviada pelo celular, enquanto desce as escadas: "Oi, amor, vou entrar em uma reunião aqui no trabalho e chegarei mais tarde em casa."

O que há de novo no comportamento feminino descrito acima? Não é a mulher protagonizar uma história de infidelidade. Clássicos da literatura, como Anna Karenina, de Tolstoi, e Madame Bovary, de Flaubert, provam que o comportamento é antigo. A novidade, segundo especialistas, é o fato de a traição praticada por elas estar cada vez mais freqüente - e não se revelar apenas no divã do terapeuta. Dados inéditos do estudo Mosaico Brasil 2008, coordenado pela psiquiatra Carmita Abdo, do Projeto Sexualidade (ProSex) da USP, revelam que cada vez mais as brasileiras pulam a cerca.

Foram ouvidas 8.200 pessoas em dez capitais. Basta um olhar sobre três gerações para ficar claro que o padrão de infidelidade delas vem se modificando. Das entrevistadas acima de 70 anos, apenas 22% confessaram ter tido alguma relação extraconjugal. O índice sobe para 34,7% para as mulheres entre 41 e 50 anos e atinge o pico de 49,5% entre as de 18 a 30 anos. "A traição masculina ainda é maior, mas está estável. Já a praticada pela mulher tem crescido", afirma Carmita, autora de Descobrimento sexual do Brasil. Nos consultórios, a sensação é a mesma. Especialista em relacionamento amoroso, o psicólogo Aílton Amélio da Silva, da USP, vai ainda mais longe.

Para ele, a brasileira trai pouco. "As oportunidades aparecem diariamente e encontram-se pessoas bonitas o tempo inteiro", diz ele, autor do livro Para viver um grande amor. "Mas, se antigamente havia uma agulha no palheiro, hoje, com certeza, há três."
Não é à toa que o jardim do vizinho tem parecido mais interessante aos olhos do sexo feminino. O cenário atual é amplamente favorável e a liberação sexual atingiu um patamar único na história, com maridos apavorados queixando-se para o terapeuta que a esposa quer manter relações sexuais todo dia. "Eu não tinha mais sexo em casa. Meu marido não dava conta", diz a gerente de banco paulista Carla* (*nomes fictícios), de 27 anos, que foi casada por cinco anos. Ela trocou o marido pelo amante depois de passar dois anos mantendo um relacionamento extraconjugal. "Fiquei carente e com quem vou conversar? Com o cara que eu via todo dia: passei a me relacionar com o dono do restaurante onde eu almoçava", conta.

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Há uma reviravolta histórica a se considerar também. Se antes à mulher cabia o dever de se entregar a um único homem e passar o tempo cuidando dos filhos e do lar, hoje o quadro é outro. Houve uma queda significativa da taxa de natalidade, conquistada principalmente com a chegada dos anticoncepcionais, e a mulher, livre das amarras domésticas, optou por passar mais tempo nos escritórios e em viagens de trabalho ao lado de outros homens. Para uma mulher, estar em contato com o sexo oposto a maior parte do dia pode ser como riscar um fósforo ao lado de uma bomba de gasolina. É o que mostra uma pesquisa feita pela sexóloga americana Shere Hite.

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Entre os casais mais jovens, segundo um estudo da National Science Foundation, da Universidade de Chicago, a razão principal do aumento da infidelidade feminina é a oferta de pornografia na internet. Expor os sentimentos com maior desenvoltura por meio de ferramentas eletrônicas, como sites de relacionamento e programas de mensagem por computador, é característico da mulher da nova geração, mas contagia também pessoas com mais idade. É uma nova forma de manter uma relação extraconjugal. "A internet é o primeiro passo em uma estrada para a traição", alerta Ailton Amélio, da USP. "Mas muitos acham que teclar com outro não configura infidelidade e que isso só acontece quando há envolvimento físico", pontua a sexóloga e psiquiatra Regina Navarro Lins. Vale lembrar: trair é enganar o outro. Seduzir online, sem que isso seja permitido pelo código estabelecido no relacionamento, é infidelidade.

Na contramão do mito "o homem é sempre o último a saber", um estudo divulgado por pesquisadores da Virginia Commonwealth University, nos Estados Unidos, indicou que eles são mais desconfiados e percebem melhor os sinais da traição do que as mulheres. Os dados revelam que 75% deles detectam a infidelidade, contra apenas 61% delas. Outros números da mesma pesquisa explicam que o motivo da percepção aguçada deles é o fato de ainda serem mais infiéis. "Os homens percebem com mais facilidade a mentira e a dissimulação porque são mais mentirosos e dissimulados. Ele tende a julgar a mulher pelo que ele faz", analisa o psicólogo Thiago de Almeida, da USP.

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O psicólogo Thiago de Almeida fez uma pesquisa que constatou que homens e mulheres são infiéis por motivos diferentes. A maioria dos homens (35,6%) trai pelo efeito novidade e 19,6% pelo prazer e aspecto lúdico. A maioria das mulheres (23,8%) trai por retaliação ou vingança, 19,7% pelo efeito novidade, 15,5% pela carência física e emocional e 11% pelo sexo.

Outra especialista em relacionamentos amorosos, a psicanalista Regina Navarro Lins, autora do best seller “A Cama na Varanda” (editora Best Seller), explica que as mulheres lançam mão de motivos dramáticos para justificar um comportamento não aceito pela sociedade porque são educadas a ser frígidas. “Feminilidade no século XIX era não gostar de sexo e até hoje elas têm dificuldade de dizer que gostam”, explica a médica, que, em levantamento pela internet para escrever o livro “A Cama na Rede” (editora Best Seller), no ano passado, registrou índice de 72% de pessoas que já traíram, tanto homens quanto mulheres. Somente 11% das entrevistadas na pesquisa da Perseu Abramo admitiram que o que as levou aos braços de outro foi simplesmente a atração física.

A sexóloga ainda explica que tanto homens quanto mulheres sabem que sexo é bom e, cada vez mais voltados para suas individualidades, gostam de variar. Ela cita que Woody Allen mostra isso em seu novo filme Vicky Cristina Barcelona, para o qual ele escalou atores para viver um quarteto amoroso. A sexóloga fala da poligamia como tendência, existe aqui e acolá, mas não predomina. "O pacto de exclusividade é o grande vilão da história. É o responsável pela falta de tesão na relação, uma das razões alegadas por quem decide fazer sexo com outra pessoa", opina Regina. Ela verificou em pesquisas que, para cada marido que perde o desejo pela mulher, quatro esposas se sentem da mesma forma em relação ao parceiro.

Carioca de 27 anos, a estudante Beatriz Provasi conta que pulou a cerca durante um namoro que terminou no ano passado. Para ela, é normal amar uma pessoa e fazer sexo com outra. "É balela essa história de que homem trai por sexo e mulher por amor. As pessoas se moldam à cultura social, que prega a monogamia. Mas nosso instinto é poligâmico", opina. Beatriz, que vive um relacionamento aberto há cinco meses, não havia acordado no namoro anterior que a poligamia deveria ser a prática entre eles. Por isso, considera que foi infiel. "Infidelidade é a falta de honestidade, é trair a confiança", diz ela, que, entretanto, não se arrependeu.

Na opinião de Regina Navarro, foi a invenção da pílula anticoncepcional, há 51 anos, que abriu o caminho para a igualdade de gênero também no item traição. “As mulheres tinham menos relações extraconjugais porque tinham medo de uma gravidez indesejada, mas a pílula mudou isso”, avalia. Para a psicanalista, o que ainda impede que elas traiam tanto quanto os homens é o fato de ainda sentirem mais medo e culpa do que eles. E isso se deve à educação dada às meninas: não separar sexo de amor. “Ainda somos regidos pela ideia do amor romântico, que entrou para valer na década de 1940 e prega a existência de uma fusão entre os amantes, em que um vai preencher todas as necessidades do outro”, explica Regina.

Por outro lado, os homens não cresceram sob esse tabu e conseguem fazer a separação com facilidade. Tanto que os índices de traição masculina continuam altos. “Sexo e amor são coisas distintas, você pode amar e não querer ter sexo e gostar de ter sexo e não querer casar. Está mais do que na hora de acabar com essa ideia de que uma pessoa tem que contemplar tudo. É por isso que existe tanta frustração nas relações”, defende Regina. E as mulheres, segundo ela, são as que mais sofrem e se mostram mais insatisfeitas nos casamentos. “Por causa desse pacto de exclusividade, que na prática é uma ficção, 80% dos casais vivem mal. Não sou contra casamento, mas essa fórmula que está aí não está dando certo”, preconiza a pesquisadora.

Nisso, os estudiosos das relações amorosas são uníssonos: homens e mulheres vão encontrar cada vez mais novas formas de se relacionar. “O jeito como lidamos com o amor está em constante transformação. É só imaginar que até há muito pouco tempo adultério era considerado crime”, lembra Carmita Abdo, da Prosex/USP. Para Mirian Goldenberg, a vantagem é que os casais terão mais opções. Regina Navarro vai mais longe. “Acredito no poliamor, quando se pode amar e ser amado por mais de uma pessoa.” Pelo jeito, se relacionar com o sexo oposto ficará mais e mais complexo daqui para a frente. Mas quem disse que um dia foi simples?

Fonte: Revista IstoÉ

26 fevereiro 2011

Esse é o cara

O ator Charlie Sheen viajou na última quinta-feira, em um jatinho fretado, para as Bahamos com a sua ex-mulher Brooke Muller, a amante e porn-star Bree Olsen e com a atual namorada Natalie Kenly.

Segundo o astro da TV, essa viagem é o começo da vida conjunta com as três mulheres, que se mudaram para sua mansão em Hollywood na última semana. Caso ele saia inteiro dessa, vai merecer nossos cumprimentos.
Pensando bem, ele já merece.

Charlie Sheen, no avião para as Bahamas, com a sua namorada, a ex-mulher e a amante.

16 fevereiro 2011

Ser inteiro




Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas tranasformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorrew até um processo de despersonalização que, históricamente, tem atingido mais a mulher; ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é principe ou no salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem que ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísmo não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem uma nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de 2 metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa aklma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo a nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontrados dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de 2 pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoaqdo por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

Dr. Flávio Gikovate