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20 abril 2011

Ilusões verdadeiras

Separe oito minutos do seu dia para apreciar a obra de Rene Magritte.



O que é mais belo na vida, são as ilusões da vida.
Honoré de Balzac


22 setembro 2009

Pinturas que parecem fotografias

À primeira vista você pode imaginar que se trata de uma foto qualquer mas, basta aproximar-se um pouco mais, para perceber que trata-se de uma pintura. Isso mesmo, uma impressionante pintura totalmente feita a mão.

A autora é a novaiorquina Alyssa Monks. Usando apenas pincel, tinta e muita paciência e criatividade, a jovem de 31 anos vangloria-se de que suas criações conseguem ser mais reais do que algumas fotografias originais.

“Eu olho para os detalhes do ‘imperfeito’, e tento mostrar o quão belo é o real, e não o ideal. Acho que muitas vezes é a minha vontade de abandonar minhas próprias expectativas que me permite captar as surpresas interessantes sobre o rosto e o corpo”.




06 julho 2009

O Relógio do Mundo

A Persistência da Memória, de Salvador Dali, em 1931



Os que fazem amor não estão fazendo apenas amor: estão dando corda no relógio do mundo.

- Mário Quintana

24 março 2009

Obra-prima

Masterpiece



Se a vida fosse uma pintura
E você fosse o artista
O que você iria pintar?

Quais as cores que você usaria?
Cinza?
Azul Celeste?
Vermelho sangue?

Seria uma paisagem?
Isso ainda é sua vida?
Um retrato de você mesmo?
O seu grande amor?
Suas apaixonadas esperanças?

Você penduraria no centro da sua sala de casa?
Ou no centro do seu escritório?
Ou no centro de seu coração?

Quando for vista por outras pessoas...
O que irão lembrar?
Só linhas em uma tela?
Ou uma obra de arte?

Esta é a sua vida.
Pinte algo ousado!
Faça uma obra-prima!
E assine seu nome.

14 março 2009

MON

Van Gogh - Paisaje en Drenthe, em 1883

A melhor notícia do ano até aqui é provavelmente a vinda de nomes gigantes das artes plásticas. Pissaro, Van Gogh, Degas, Renoir, Monet, Lucas Van Gassel, Pieter Brueghel, Jean-Baptiste Camille Corot e José Maria Velasco farão parte da exposição "Paisagem Entorno e Retorno - Coleção do Museo Soumaya", que abre as portas neste sábado no Museu Oscar Niemeyer.

Todos, até o paisagista mexicano, indispensáveis. São 72 obras provenientes da Coleção do Museo Soumaya, do México, com o tema “paisagem”. “É uma nova leitura deste importante gênero na arte ocidental”, explicou o curador Héctor Meza por meio da assessoria.Este é o tipo de evento único. O curitibano não tem acesso à História da Arte. Nenhum grande artista está representado em nenhum espaço cultural da cidade. Se algum aventureiro quiser ver com os próprios olhos quadros de Picasso, El Greco ou Matisse tem que, obrigatoriamente, viajar.É verdade que não é um mal que aflige somente Curitiba. Por isso, a exposição do MON é necessária. Pelo que conheço, o museu mais próximo e relevante é o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP). Mais que isso só pegando o avião e saindo do país.

22 janeiro 2009

Começando bem o ano

O Beijo - Gustave Klimt

O prefeito de Guanajuato (México), Eduardo Romero Hicks, arranjou uma grande dor de cabeça ao proibir que os casais se beijem de forma apaixonada em sua cidade e agora corre o risco de ser expulso do cargo pela oposição e o próprio partido.

O prefeito determinou que os "beijos olímpicos"(beijos quentes) sejam punidos com penas de 36 dias de prisão e 1.500 pesos (107 dólares) de multa.

A indignação tomou conta da população de Guanajuato, que é promovida como "Cidade do Romance".

O prefeito oferceu uma coletiva de imprensa no conhecido 'Callejón del Beso' (Rua do Beijo) e tentou acalmar os ânimos esclarecendo que as pessoas podem se beijar livremente, desde que se evite "os agarramentos olímpicos", o que, segundo ele, implica em pegar nas partes íntimas da pessoa.

Para demonstrar seu argumento, pediu que uma funcionária da prefeitura beijasse o marido diante da imprensa, o que fez os presentes começarem a gritar: "Multe os dois! Multe os dois!".

14 fevereiro 2008

A Verdade

Aristóteles e o busto de Homero - Rembrandt, em 1653.

"Seria melhor, talvez, considerar o bem universal e discutir a fundo o que se entende por isso, embora tal investigação nos seja dificultada pela amizade que nos une àqueles que introduziram as Idéias. No entanto, os mais ajuizados dirão que é preferível e que é mesmo nosso dever destruir o que mais de perto nos toca a fim de salvaguardar a verdade, especialmente por sermos filósofos ou amantes da sabedoria; porque embora ambos nos sejam caros, a piedade exige que honremos a verdade acima de nossos amigos."
Aristóteles

17 outubro 2007

Sem medo de saber

Penelope and the Suitors - Waterhouse
(Penelope esperando o retorno de Ulisses)

"Não precisamos correr sozinhos o risco da aventura, pois os heróis de todos os tempos a enfrentaram antes de nós. O labirinto é conhecido em toda a sua extensão. Temos apenas de seguir a trilha do herói, e lá, onde temíamos encontrar algo abominável, encontramos um deus. E lá, onde esperávamos matar alguém, mataremos a nós mesmos. Onde imaginávamos viajar para longe, iremos ter ao centro da nossa própria existência. E lá, onde pensávamos estar sós, estaremos na companhia do mundo todo. "
Joseph Campbell – O Poder do Mito

10 outubro 2007

07 outubro 2007

Condição Humana

A Condição Humana - René Magritte, em 1933.

"Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela."
Alberto Caeiro - Filosofia da Janela Fechada

26 setembro 2007

Ser ou parecer ser, eis a questão

René Magritte



"Do mal, muita coisa boa resultou. Mantendo-me calmo, nada reprimindo, permanecendo atento e aceitando a realidade. Vendo as coisas como elas são e não como eu queria que elas fossem. Ao fazer tudo isso, adquiri um conhecimento incomum, assim como poderes invulgares, de uma amplitude que jamais poderia ter imaginado. Sempre pensara que quando aceitamos as coisas, elas nos sobrepujam de um modo ou de outro. Resulta que isso não é verdade em absoluto. É somente aceitando as coisas que podemos assumir uma atitude em relação a elas. Por isso, tenciono agora fazer o jogo da vida, ser receptivo a tudo que me chegar, bom e mal, sol e sombra alternando-se eternamente; e, desta forma, aceitar também minha própria natureza, com seus aspectos positivos e negativos. Assim, tudo se torna mais vivo para mim. Que insensato eu fui! Como me esforcei para forçar todas as coisas a harmonizarem-se com o que eu pensava que devia ser."

Carl Jung

17 setembro 2007

Os grandes pecados


Nessa pintura, Hylas - personagem da mitologia grega -, é retratado entrando no lago das Ninfas. Ali ele terá dois destinos: ou morrerá afogado; ou viverá a felicidade eterna do prazer.


Hylas and the Nymphs, de John William Waterhouse, em 1896.

"Creio que, se um homem quisesse viver a sua vida plena e completamente, se quisesse dar forma a todos os seus sentimentos, expressão a cada pensamento, realidade a todo sonho, creio que o mundo receberia tal impulso novo de alegria, que esqueceríamos todas as doenças medievais, para voltar ao ideal grego, a algo mais belo e mais rico. No entanto o mais corajoso dentre nós tem medo de si mesmo. A mutilação do selvagem tem a sua trágica conseqüência na própria renuncia que perverte as nossas vidas. Somos castigados pelas nossas renúncias. Todo impulso que procuramos extinguir germina em nossa mente e nos envenena. Pecando, o corpo se liberta do seu pecado, porque a ação é uma forma purificação. Nada resta então a não ser a lembrança de um prazer ou a volúpia de um remorso. O único meio de nos livrarmos de uma tentação é ceder a ela. Se lhe resistirmos, nossas almas ficarão doentes, desejando as coisas que se proibiram a si mesmas, e, além disso, sentirão desejo por aquilo que algumas leis perversas tornaram perverso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos acontecem no cérebro. É no cérebro e somente nele que acontecem os grandes pecados do mundo."
Oscar Wilde

15 setembro 2007

O grande erro

O Triunfo da Morte, de Brueghel


Por que o homem teima em pensar ser Deus?
Apesar de ser claro que somos fruto de uma mera eventualidade genética, o ser humano mantém o seu desejo pela divindade. Pretende demonstrar sua força em decidir criar ou destruir, tudo para certificar-se de seus poderes divinos.
Mas será que um Deus, do alto de sua onipotência, se preocuparia em comprovar ser divinal?
Deuses não precisam ter dúvidas sobre seus poderes, por isso não têm que comprová-los. A entidade mais próxima de uma definição divina que pode ser facilmente percebida é a Natureza – nesse conceito, inclui-se não só a planta do seu jardim, ou as grandes florestas com seus animais, mas toda a energia que une o Universo, a energia da vida.
Ao contrario do homem, essa força sempre encontra uma maneira através de seus erros.
Enquanto os homens erram, erram e continuam a errar, mesmo com seus estudos cientificamente comprovados, aprovados e comercializados, a Natureza ou erra ou acerta. Usa esse método simples e evolui sempre que erra.
Dessa Deusa, o ser humano é uma ínfima parte integrante. Por nossas atitudes, estamos comprovando que não passamos de mais um erro natural.
A questão é: o que a Natureza deve fazer com esse seu erro que pensa ser Deus?

06 setembro 2007

Inocência perdida

Bacchanal of the Andrians, de Tiziano, em1518-19.


"A arte nunca é casta, se deveria mantê-la longe de todos os cândidos ignorantes. Nunca se deveria deixar que gente impreparada se lhe aproximasse. Sim, a Arte é perigosa. Se é casta não é Arte."
Pablo Picasso



Les Demoiselles d'Avignon, de Picasso, em 1907.

A energia que movimenta o mundo

Embrace, de Egon Schiele, em 1917


"Uma laranjeira não é uma árvore que dá laranjas. Uma laranjeira é uma árvore que só existe para produzir outras árvores iguais a ela. Ela é apenas um veículo da sua própria semente, como nós somos a embalagem da vida."
Luis Fernando Veríssimo

28 agosto 2007

Ler é preciso.


Librarian, de Giuseppe Arcimboldo, em 1566

"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem."
Mário Quintana