09 novembro 2012
A Política
26 outubro 2012
As Coisas que Chamamos de Amor
Nosso amor ao próximo - não é ele uma ânsia por nova propriedade? E igualmente o nosso amor ao saber, à verdade, e toda ânsia por novidades?
Pouco a pouco nos enfadamos do que é velho, do que possuímos seguramente, e voltamos a estender os braços; ainda a mais bela paisagem não estará certa do nosso amor, após passarmos três meses nela, e algum litoral longínquo despertará nossa cobiça: em geral, as posses são diminuídas pela posse. Nosso prazer conosco procura se manter transformando algo novo em nós mesmos - precisamente a isto chamamos possuir.
Enfadar-se de uma posse é enfadar-se de si mesmo.
(Pode-se também sofrer da demasia - também o desejo de jogar fora, de distribuir; pode ter o honrado nome de "amor".)
Quando vemos alguém sofrer, aproveitamos com gosto a oportunidade que nos é oferecida para tomar posse desse alguém; é o que faz o homem benfazejo e compassivo, que também chama de "amor" ao desejo de uma nova posse que nele é avivado, e que nela tem prazer semelhante ao de uma nova conquista iminente.
Mas é o amor sexual que se revela mais claramente como ânsia de propriedade: o amante quer a posse incondicional tanto sobre sua alma como sobre seu corpo, quer ser amado unicamente, habitando e dominando a outra alma como algo supremo e absolutamente desejável.
Se considerarmos que isso não é outra coisa senão excluir todo o mundo de um precioso bem, de uma felicidade e fruição; se considerarmos que o amante visa o empobrecimento e privação de todos os demais competidores e quer tornar-se o dragão de seu tesouro, sendo o mais implcacável e egoísta dos 'conquistadores' e exploradores; se considerarmos, por fim, que para o amante todo o resto do mundo parece indiferente, pálido, sem valor; e que ele se acha disposto a fazer qualquer sacrifício, a transtornar qualquer ordem, a relegar qualquer interesse: então nos admiraremos de que esta selvagem cobiça e injustiça do amor sexual tenha sido glorificada e divinizada a tal ponto, em todas as épocas, que desse amor foi extraída a noção de amor como o oposto do egoísmo.
Nisso, evidentemente, o uso lingüístico foi determinado pelos que não possuíam e desejavam - os quais sempre foram em maior número, provavelmente. Aqueles que nesse campo tiveram posses e satisfação bastante deixaram escapar, aqui e ali, uma palavra sobre o 'demônio furioso', como fez o mais adorável e benquisto dos atenienses, Sófocles: mas Eros sempre riu desses blasfemos - eram, invariavelmente, os seus grandes favoritos.
- Bem que existe no mundo, aqui e ali, uma espécie de continuação do amor, na qual a cobiçosa ânsia que duas pessoas têm uma pela outra deu lugar a um novo desejo e cobiça, a uma elevada sede conjunta de um ideal acima delas: Mas quem conhece tal amor? Quem o experimentou? Seu verdadeiro nome é amizade."
22 outubro 2012
Reedição
"Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das conseqüências."
Autor desconhecido
(falsa atribuição à Pablo Neruda)
19 outubro 2011
05 outubro 2011
06 setembro 2011
Dia do sexo
Pornquesta - Pornchestra
Mas lembrem-se, todo dia é dia...
29 agosto 2011
25 agosto 2011
Qual a sua Tatuagem?
19 agosto 2011
17 julho 2011
Ilusão de Ótica
Ele concebe a si mesmo, as suas idéias e sentimentos como algo separado de todo o resto - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe aos nossos desejos pessoais e reserva a nossa afeição a algumas poucas pessoas mais próximas de nós.
Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza.
Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.
08 julho 2011
01 julho 2011
Campanha Educativa ou Filme de Terror?
23 junho 2011
Ó Dilma!
11 junho 2011
Amigos
06 junho 2011
05 junho 2011
04 junho 2011
Quino, desiludido com o século...
O cartunista argentino Quino, autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartum o seu sentimento.
A genialidade do artista faz uma das melhores críticas sobre a criação de filhos (e educação) nos tempos atuais.







Dica de Bárbara Ladwig
01 junho 2011
Questão de prioridade...
O levantamento feito com 5.638 homens com idade acima dos 21 anos mostra que não são apenas as top models que os torcedores estariam dispostos a descartar para ver o seu time na decisão da competição. No total, 62% trocam a festa de aniversário do melhor amigo para assistir ao jogo final e pouco menos da metade deixaria de ser padrinho de casamento se a partida fosse no mesmo dia.
Mais da metade confirmou também que trocaria uma noite fora de casa com a mulher ou namorada para ficar na frente da TV durante a disputa pela taça da Liga dos Campeões. No Brasil e na Espanha, 22% dos homens não marcariam o seu casamento no mesmo dia da decisão.
Confira abaixo outros números da pesquisa:
55% preferem assistir à final a ter o primeiro encontro com os pais da namorada
46% trocam o aniversário da mãe pela partida
44% preferem acompanhar o jogo a comemorar o aniversário de casamento
43% deixam de celebrar a formatura na faculdade ou uma importante consulta médica pela decisão da Liga dos Campeões
