15 outubro 2012
25 setembro 2011
Pesquisa sobre comportamento
Faz algum tempo que sexo anal deixou de ser tabu. A porta dos fundos é apreciada por uma parcela considerável da população feminina. Entre nossas entrevistadas, 65% disseram que já fizeram anal. E 57% delas gostaram e repetiram, enquanto 13% curtiram, mas não fizeram de novo. E só 30% das moças acharam a experiência ruim (nem a Sandy está aqui). Só que, entre as 35% que nunca fizeram, 1/3 tem vontade de experimentar! Só está faltando o incentivo…
- 1 encontro: 12%
- 2 ou 3 encontros: 33%
- 4 ou 5 encontros: 25%
- 6 a 8 encontros: 9%
- Mais que 8 encontros: 16%
- Apenas casando: 5%
Mulheres gostam de masturbar-se independentemente de estarem satisfeitas ou não com sua vida sexual. As que transam mais se masturbam tanto quanto as que têm a vida sexual menos, digamos, divertida: 37% das que não estão transando atualmente praticam masturbação pelo menos duas vezes por semana, exatamente a mesma quantidade de vezes que 36% da mulherada que transa quatro ou mais vezes toda semana. Ah! Apenas 21% das mulheres usam algum acessório para isso. O resto é no dedo mesmo.
2º. Ter um bom papo
3º. Se mostrar cheio de desejo
4º. Criar uma situação especial, como um jantar
5º. Falar coisas sensuais em seu ouvido
Mais da metade da mulherada já usou acessórios eróticos: 59%. Os mais populares são os géis e cremes (que esquentam, esfriam, deslizam etc.), dados e jogos eróticos, fantasias e vibradores. E atenção: entre as que nunca usaram nenhum produto de sex shop, 64% têm vontade (olha lá, a sua garota pode estar aqui no meio)! O maior problema dessas mulheres é vergonha do parceiro (28%) ou não saber onde (24%) e o que comprar (21%). Que tal aparecer com uma surpresa para ela?
7 lições que tiramos disto tudo
08 julho 2011
23 junho 2011
Ó Dilma!
16 junho 2011
Vingança do Playboy
05 junho 2011
01 junho 2011
Questão de prioridade...
O levantamento feito com 5.638 homens com idade acima dos 21 anos mostra que não são apenas as top models que os torcedores estariam dispostos a descartar para ver o seu time na decisão da competição. No total, 62% trocam a festa de aniversário do melhor amigo para assistir ao jogo final e pouco menos da metade deixaria de ser padrinho de casamento se a partida fosse no mesmo dia.
Mais da metade confirmou também que trocaria uma noite fora de casa com a mulher ou namorada para ficar na frente da TV durante a disputa pela taça da Liga dos Campeões. No Brasil e na Espanha, 22% dos homens não marcariam o seu casamento no mesmo dia da decisão.
Confira abaixo outros números da pesquisa:
55% preferem assistir à final a ter o primeiro encontro com os pais da namorada
46% trocam o aniversário da mãe pela partida
44% preferem acompanhar o jogo a comemorar o aniversário de casamento
43% deixam de celebrar a formatura na faculdade ou uma importante consulta médica pela decisão da Liga dos Campeões
15 abril 2011
Traição feminina
Pesquisas indicam que a infidelidade feminina quase dobrou em uma década e na geração até 30 anos, metade das mulheres assume que já foi infiel
O que há de novo no comportamento feminino descrito acima? Não é a mulher protagonizar uma história de infidelidade. Clássicos da literatura, como Anna Karenina, de Tolstoi, e Madame Bovary, de Flaubert, provam que o comportamento é antigo. A novidade, segundo especialistas, é o fato de a traição praticada por elas estar cada vez mais freqüente - e não se revelar apenas no divã do terapeuta. Dados inéditos do estudo Mosaico Brasil 2008, coordenado pela psiquiatra Carmita Abdo, do Projeto Sexualidade (ProSex) da USP, revelam que cada vez mais as brasileiras pulam a cerca.
Foram ouvidas 8.200 pessoas em dez capitais. Basta um olhar sobre três gerações para ficar claro que o padrão de infidelidade delas vem se modificando. Das entrevistadas acima de 70 anos, apenas 22% confessaram ter tido alguma relação extraconjugal. O índice sobe para 34,7% para as mulheres entre 41 e 50 anos e atinge o pico de 49,5% entre as de 18 a 30 anos. "A traição masculina ainda é maior, mas está estável. Já a praticada pela mulher tem crescido", afirma Carmita, autora de Descobrimento sexual do Brasil. Nos consultórios, a sensação é a mesma. Especialista em relacionamento amoroso, o psicólogo Aílton Amélio da Silva, da USP, vai ainda mais longe.
Para ele, a brasileira trai pouco. "As oportunidades aparecem diariamente e encontram-se pessoas bonitas o tempo inteiro", diz ele, autor do livro Para viver um grande amor. "Mas, se antigamente havia uma agulha no palheiro, hoje, com certeza, há três."
Não é à toa que o jardim do vizinho tem parecido mais interessante aos olhos do sexo feminino. O cenário atual é amplamente favorável e a liberação sexual atingiu um patamar único na história, com maridos apavorados queixando-se para o terapeuta que a esposa quer manter relações sexuais todo dia. "Eu não tinha mais sexo em casa. Meu marido não dava conta", diz a gerente de banco paulista Carla* (*nomes fictícios), de 27 anos, que foi casada por cinco anos. Ela trocou o marido pelo amante depois de passar dois anos mantendo um relacionamento extraconjugal. "Fiquei carente e com quem vou conversar? Com o cara que eu via todo dia: passei a me relacionar com o dono do restaurante onde eu almoçava", conta.
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Há uma reviravolta histórica a se considerar também. Se antes à mulher cabia o dever de se entregar a um único homem e passar o tempo cuidando dos filhos e do lar, hoje o quadro é outro. Houve uma queda significativa da taxa de natalidade, conquistada principalmente com a chegada dos anticoncepcionais, e a mulher, livre das amarras domésticas, optou por passar mais tempo nos escritórios e em viagens de trabalho ao lado de outros homens. Para uma mulher, estar em contato com o sexo oposto a maior parte do dia pode ser como riscar um fósforo ao lado de uma bomba de gasolina. É o que mostra uma pesquisa feita pela sexóloga americana Shere Hite.
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Entre os casais mais jovens, segundo um estudo da National Science Foundation, da Universidade de Chicago, a razão principal do aumento da infidelidade feminina é a oferta de pornografia na internet. Expor os sentimentos com maior desenvoltura por meio de ferramentas eletrônicas, como sites de relacionamento e programas de mensagem por computador, é característico da mulher da nova geração, mas contagia também pessoas com mais idade. É uma nova forma de manter uma relação extraconjugal. "A internet é o primeiro passo em uma estrada para a traição", alerta Ailton Amélio, da USP. "Mas muitos acham que teclar com outro não configura infidelidade e que isso só acontece quando há envolvimento físico", pontua a sexóloga e psiquiatra Regina Navarro Lins. Vale lembrar: trair é enganar o outro. Seduzir online, sem que isso seja permitido pelo código estabelecido no relacionamento, é infidelidade.
Na contramão do mito "o homem é sempre o último a saber", um estudo divulgado por pesquisadores da Virginia Commonwealth University, nos Estados Unidos, indicou que eles são mais desconfiados e percebem melhor os sinais da traição do que as mulheres. Os dados revelam que 75% deles detectam a infidelidade, contra apenas 61% delas. Outros números da mesma pesquisa explicam que o motivo da percepção aguçada deles é o fato de ainda serem mais infiéis. "Os homens percebem com mais facilidade a mentira e a dissimulação porque são mais mentirosos e dissimulados. Ele tende a julgar a mulher pelo que ele faz", analisa o psicólogo Thiago de Almeida, da USP.
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O psicólogo Thiago de Almeida fez uma pesquisa que constatou que homens e mulheres são infiéis por motivos diferentes. A maioria dos homens (35,6%) trai pelo efeito novidade e 19,6% pelo prazer e aspecto lúdico. A maioria das mulheres (23,8%) trai por retaliação ou vingança, 19,7% pelo efeito novidade, 15,5% pela carência física e emocional e 11% pelo sexo.
Outra especialista em relacionamentos amorosos, a psicanalista Regina Navarro Lins, autora do best seller “A Cama na Varanda” (editora Best Seller), explica que as mulheres lançam mão de motivos dramáticos para justificar um comportamento não aceito pela sociedade porque são educadas a ser frígidas. “Feminilidade no século XIX era não gostar de sexo e até hoje elas têm dificuldade de dizer que gostam”, explica a médica, que, em levantamento pela internet para escrever o livro “A Cama na Rede” (editora Best Seller), no ano passado, registrou índice de 72% de pessoas que já traíram, tanto homens quanto mulheres. Somente 11% das entrevistadas na pesquisa da Perseu Abramo admitiram que o que as levou aos braços de outro foi simplesmente a atração física.
A sexóloga ainda explica que tanto homens quanto mulheres sabem que sexo é bom e, cada vez mais voltados para suas individualidades, gostam de variar. Ela cita que Woody Allen mostra isso em seu novo filme Vicky Cristina Barcelona, para o qual ele escalou atores para viver um quarteto amoroso. A sexóloga fala da poligamia como tendência, existe aqui e acolá, mas não predomina. "O pacto de exclusividade é o grande vilão da história. É o responsável pela falta de tesão na relação, uma das razões alegadas por quem decide fazer sexo com outra pessoa", opina Regina. Ela verificou em pesquisas que, para cada marido que perde o desejo pela mulher, quatro esposas se sentem da mesma forma em relação ao parceiro.
Carioca de 27 anos, a estudante Beatriz Provasi conta que pulou a cerca durante um namoro que terminou no ano passado. Para ela, é normal amar uma pessoa e fazer sexo com outra. "É balela essa história de que homem trai por sexo e mulher por amor. As pessoas se moldam à cultura social, que prega a monogamia. Mas nosso instinto é poligâmico", opina. Beatriz, que vive um relacionamento aberto há cinco meses, não havia acordado no namoro anterior que a poligamia deveria ser a prática entre eles. Por isso, considera que foi infiel. "Infidelidade é a falta de honestidade, é trair a confiança", diz ela, que, entretanto, não se arrependeu.
Na opinião de Regina Navarro, foi a invenção da pílula anticoncepcional, há 51 anos, que abriu o caminho para a igualdade de gênero também no item traição. “As mulheres tinham menos relações extraconjugais porque tinham medo de uma gravidez indesejada, mas a pílula mudou isso”, avalia. Para a psicanalista, o que ainda impede que elas traiam tanto quanto os homens é o fato de ainda sentirem mais medo e culpa do que eles. E isso se deve à educação dada às meninas: não separar sexo de amor. “Ainda somos regidos pela ideia do amor romântico, que entrou para valer na década de 1940 e prega a existência de uma fusão entre os amantes, em que um vai preencher todas as necessidades do outro”, explica Regina.
Por outro lado, os homens não cresceram sob esse tabu e conseguem fazer a separação com facilidade. Tanto que os índices de traição masculina continuam altos. “Sexo e amor são coisas distintas, você pode amar e não querer ter sexo e gostar de ter sexo e não querer casar. Está mais do que na hora de acabar com essa ideia de que uma pessoa tem que contemplar tudo. É por isso que existe tanta frustração nas relações”, defende Regina. E as mulheres, segundo ela, são as que mais sofrem e se mostram mais insatisfeitas nos casamentos. “Por causa desse pacto de exclusividade, que na prática é uma ficção, 80% dos casais vivem mal. Não sou contra casamento, mas essa fórmula que está aí não está dando certo”, preconiza a pesquisadora.
Nisso, os estudiosos das relações amorosas são uníssonos: homens e mulheres vão encontrar cada vez mais novas formas de se relacionar. “O jeito como lidamos com o amor está em constante transformação. É só imaginar que até há muito pouco tempo adultério era considerado crime”, lembra Carmita Abdo, da Prosex/USP. Para Mirian Goldenberg, a vantagem é que os casais terão mais opções. Regina Navarro vai mais longe. “Acredito no poliamor, quando se pode amar e ser amado por mais de uma pessoa.” Pelo jeito, se relacionar com o sexo oposto ficará mais e mais complexo daqui para a frente. Mas quem disse que um dia foi simples?
Fonte: Revista IstoÉ
17 março 2011
Tsunami no Japão
Após assistir ao vídeo abaixo, três coisas me passaram pela cabeça:
1 - Em caso de tsunami, não fique dentro do carro;
2 - Em caso de tsunami, não fique dentro de casa;
3 - Será que o carro branco, que passa na rua no 6º segundo do vídeo, conseguiu escapar?
*** UPDATE DO TÓPICO:
Aproveitando o assunto, posto um vídeo contendo imagens do tsunami ocorrido na Indonésia, em dezembro de 2004, e um link, abaixo, contendo a cena do tsunami no filme 'Além da Vida' (cena que já foi objeto de postagem aqui no blog, dias atrás, antes do tsunami do Japão, num vídeo mostrando como ela foi feita), que foi baseada no evento ocorrido em 2004.
Atento para o fato de que, em 2004, o número de mortos confirmados foi de 150 mil pessoas, sem contar os mais de 70 mil desaparecidos - 220 mil no total.
http://www.youtube.com/watch?v=D2IlEQLZug8&feature=related
27 janeiro 2011
Remissão
Uma única catedral gótica ou uma única cantata de Bach redimem a religião de todos os seus males. Ou não. Você pode atribuir a beleza da igreja e da música à devoção religiosa e perdoar as barbaridades que a mesma devoção inspirou através da história, ou concluir que uma coisa não determinou a outra — Bach seria Bach mesmo sem a devoção — e apenas se admirar que tenham sido simultâneas.
Escolha: a arte religiosa se nutriu da violenta história do cristianismo ou floresceu apesar dos seus conflitos, para compensar a violência? Pode-se até imaginar uma tabela de remissões. Quantos anos de obscurantismo e fanatismo da Igreja são absolvidos pela Pietà do Michelangelo, por exemplo? Só o Réquiem do Mozart basta para a absolvição da Inquisição?
Tudo depende do olhar. Há quem olhe as pirâmides do Egito e veja um fenômeno arquitetônico e um triunfo do empreendimento humano. Outros só veem o sofrimento dos escravos pela maior glória de senhores insensíveis. Há quem olhe a fachada de uma catedral antiga e sinta seu espirito se enlevar, há quem veja na sua imponência apenas uma declaração de poder.
No seu livro "Cultura e Imperialismo", o critico Edward Said escreveu sobre a relação, às vezes inconsciente, do romance europeu com o colonialismo a partir do século 19. Seu exemplo mais comentado é um estudo sobre "Mansfield Park", de Jane Austen, em que ele ressalta a importância para a vida na mansão descrita pela autora, que dá título ao livro, de uma plantação no Caribe.
Em nenhum momento do livro de Austen é sugerido que a família seja cúmplice do imperialismo, e muito menos que seu estilo de vida dependa de escravos, mas a tese de Said é que em boa parte da literatura feita na Europa na época — inclusive singelas histórias de donzelas pastorais vivendo o drama de arranjar marido — esta interdependência está implícita. Depende do olhar de quem a lê.
Como no caso de catedrais e cantatas, a literatura produzida na Inglaterra e na França principalmente (e Portugal e Espanha, já que estamos falando de colonizadores) redime ou não redime o crime, neste caso da conquista imperial. Vendo uma mansão inglesa em meio a um idílico parque de grama perfeita, você pensa em Jane Austen ou pensa nos escravos?
Luis Fernando Veríssimo
14 janeiro 2011
Felizes para sempre, sim! Mas por igual?
Pesquisadores alemães chegaram à seguinte conclusão: se o homem da casa for o mais feliz da relação, é mais provável que o casamento termine em divórcio do que se a felizona do casal for a mulher.
Para este fenômeno, o grupo de pesquisadores (que são economistas) deu o nome de “A brecha de felicidade” – que seria a “distância” entre a satisfação geral de cada um.
Analisando dados de estudos anteriores sobre o estilo de vida de casais na Grã-Bretanha, Austrália e na própria Alemanha, eles chegaram, primeiro, à conclusão óbvia: quanto maior a “brecha” de felicidade entre o marido e a mulher, maior o risco de divórcio.
A parte realmente curiosa é que, segundo os pesquisadores, esse efeito só é observado quando é o marido que está mais feliz da vida do que a mulher. O contrário não é verdade.
Será que o homem é mais “contentado” com a felicidade menor ou a mulher é simplesmente mais rápida em acabar com a relação? Aí eles já não sabem.
O trabalho foi publicado num relatório do Instituto Alemão de Pesquisas Econômicas com o título Você não pode ser mais feliz do que a sua esposa: brechas de felicidade e divórcio.
03 dezembro 2010
10 anos
Quando chegou a Lisboa para disputar a Masters Cup, Gustavo Kuerten sabia que podia sair do torneio como número 1 do mundo. Sabia também que suas chances eram pequenas. A vantagem era de Marat Safin, que liderava a Corrida dos Campeões (ranking que levava em conta apenas os pontos conquistados na temporada) e nem precisava levantar o troféu para fechar a temporada no topo do ranking. As condições também favoreciam o russo. O torneio era disputado em quadra dura e coberta, em que Guga jamais havia conquistado um título na carreira. A hipótese de o brasileiro ultrapassar o russo em Lisboa era tão improvável que a ATP, entidade que organiza o circuito mundial, já preparava uma celebração para o russo.
Para piorar, logo no primeiro jogo do dia, o russo derrotou o espanhol Alex Corretja. Guga, que fez a última partida, vencia Andre Agassi, mas sentiu dores na coxa e nas costas e acabou derrotado.
Diante da possibilidade de não voltar a jogar por causa da contusão e ceder seu lugar no torneio para o sueco Thomas Enqvist, Guga pediu à direção do torneio o máximo de tempo possível para descansar. A organização colaborou: o brasileiro ganhou folga na quarta-feira e só voltaria a atuar no último jogo de quinta contra Magnus Norman.
- Lembro que aquele dia eu fiquei umas duas horas no fisioterapeuta, e depois fiz todos tipos de tratamento possível, desde massagem até medicação, antiinflamatório, banheira, gelo, calor, tudo até umas 3h, 4h da manhã - conta Guga. - Bati uma meia hora e foi estranho. Tudo que eu estava fazendo ali estava dando certo. Batia uma bola de direita, acertava. "Vamo de esquerda, aqui tá bom. Aqui tá bom, aqui tá bom...". Tudo que eu fazia, eu consegui fazer no mínimo de tempo possível e numa forma muito boa. Fui dormir com bastante certeza que eu poderia jogar. Eu não tinha nenhuma convicção de que poderia ter uma boa performance, mas deu para sentir que eu ia poder estar dentro da quadra pelo menos. A vitória sobre Magnus veio de maneira fácil e rápida, impressionando a todos que assistiram.
Mas o catarinense nunca foi de desistir rápido de seus objetivos. E chegou, naquele domingo, dia 3 de dezembro, exatos dez anos atrás, ao ponto de ter o seu maior objetivo, o topo do ranking mundial, ao alcance de seus saques, forehands, backhands, slices e voleios.
Agora só bastava uma vitória sobre Agassi. Tarefa ingrata, sim, mas que já não parecia improvável. Nos últimos três dias, afinal, Guga havia derrotado Magnus Norman, Yevgeny Kafelnikov e Pete Sampras. Faltava um jogo, contra o mesmo americano que o derrotou na primeira partida daquela semana mágica. Tal tarefa, porém, era das mais difíceis: derrotar Pete Sampras e Andre Agassi em dias consecutivos, algo que ninguém jamais havia conseguido. Então bicampeão de Roland Garros, o brasileiro viu a chance, agarrou-a com toda a força e fez, naquele domingo, o melhor jogo de sua vida.
E a vitória veio com um triplo 6/4 em 2h06m, com 19 aces executados e sete break points salvos, sem ceder uma quebra. Sem deixar Agassi, ex-número 1 do mundo, respirar. Guga, enfim, chegava ao topo do mundo.
- Eu diria que esse jogo, abreviando, foi a melhor performance que tive como profissional. Analisando toda a figura, lidar com tudo aquilo que requer a situação, foi o maior rendimento que eu tive, não tenho dúvida. Ali eu tinha ainda algumas incertezas, mudanças recentes no meu estilo de jogo naquela quadra, uma restrição física... Tinha o lance de enfrentar caras como Agassi e Sampras naquele piso, em que eu nunca tinha ganhado torneio e ainda era algo angustiante para mim... Para ser número 1 do mundo, lidar com essa expectativa, jogando contra esse nível de caras, não dando nenhuma oportunidade... Para traduzir, foi um planejamento de A a Z, e consegui executar todas as tarefas em grau 9, 10. Foi muita eficácia de todas as formas - lembra Guga.
O jogo não teve o mesmo aperto da semifinal contra Sampras, mas só porque o brasileiro jamais permitiu que Agassi equilibrasse as ações. O americano admitiria isso na coletiva, logo depois.
- Acho que tive oito, dez break points, e ele (Guga) só errou um primeiro saque. Acho que só coloquei uma dessas bolas em jogo. Agora, penso que deveria ter sido muito mais agressivo, mas isso tem muito a ver com ele. Ele assumiu a liderança e executou bem. O backhand dele estava vindo fora da minha zona de conforto - avaliou.
Vitória garantida, Guga se tornava o primeiro brasileiro número 1 do mundo no tênis. Após um cumprimento sincero de Agassi, o brasileiro só teve o que festejar. Começou com o microfone na mão. Pela primeira vez falando em português ao ganhar um torneio de grande porte fora do país, o catarinense quebrou o protocolo e deu um abraço na "mãe número 1 do mundo", dona Alice.
No vestiário, estourou champanhe ao lado da família e do técnico Larri Passos, virou o líquido no troféu do Masters de Lisboa e bebeu direto da taça.
Após se tornar o tenista número 1 do mundo, em Lisboa e ganhar mais de U$5 milhões de dólares em premiações naquele ano, seria comum ver Gustavo Kuerten voltar ao Brasil e desfilar em carro do Corpo de Bombeiros por Florianópolis, ou em algum carro oficial, por Brasília. Mas não para Guga, que tirou férias e foi viajar com os amigos, dormir em colchonete e desfilar sobre as pranchas de surfe no Havaí (EUA).
21 novembro 2010
Nós nunca tivemos democracia
06 novembro 2010
21 outubro 2010
BRIGA PELO PODER
Grandes publicações, cercadas de interesses particulares, tentando FAZER A CABEÇA da opinião pública.
É... acho que alguém vai se dar mal nessa!
20 outubro 2010
14 setembro 2010
Quantos parceiros você já teve?
Quem leu com atenção a reportagem sobre Mulheres de 20, publicada esta semana no site de Época, deve ter notado uma informação para mim estarrecedora - a de que o número de parceiros sexuais das mulheres brasileiras no período entre 18 e os 40 anos é 1,5. Isso quer dizer que ao longo de um período de 22 anos, no esplendor da sua vida sexual, as mulheres dizem ter transado, em média, com menos de dois homens.
Diante de um número como esse, eu sou levado a pensar duas coisas.
A primeira é que eu vivo num universo social que não guarda qualquer relação com aquele em que vive a maioria das brasileiras. Não conheço nenhuma mulher que aos 40 anos tenha transado com apenas dois homens. Todo mundo com que eu converso já teve um número de parceiros muito maior, muito antes dos 40.
A outra coisa que essa estatística me sugere é que as mulheres mentem. Mesmo diante de uma pesquisa que promete anonimato e sigilo, elas talvez se sintam compelidas a parecer mais castas – muito mais castas – do que realmente são. Por que fariam isso? Para evitar discriminação. Se a sociedade é conservadora, não é o caso de sair apregoando por aí o número de seus parceiros sexuais. Não vai faltar quem chame de vagabunda uma mulher que seja livre.
Qual seria a realidade, então: a da mentira ou a do número reduzido de parceiros? Eu realmente não tenho opinião definitiva e aceito palpites inspirados sobre o assunto.
Mas, qualquer que seja a realidade estatística, a quantidade de parceiros é um assunto extremamente interessante. Ontem, falando sobre ele, lembrei de uma cena de Quatro casamentos e um funeral, aquela em que os personagens de Andie MacDowell e Hugh Grant conversam numa lanchonete sobre a experiência sexual de cada um. Ela vai fazendo as contas e conclui que já transou com 32 caras (“menos que Madonna, mais que princesa Diana”). Ele, sendo o personagem de sempre de Hugh Grant, não tem quase nada pra contar. E fica com cara de tonto. A cena deliciosa está no YouTube, infelizmente sem legendas em português.
Esse diálogo de filme resume, com elegância e delicadeza, a minha percepção sobre esse assunto: a de que os homens só têm a ganhar ao se envolver com mulheres experientes. Elas são atraentes, o sexo tende a ser melhor e as vivências anteriores facilitam o convívio. As mulheres com repertório são capazes de avaliar a qualidade do que experimentam. Gente sem experiência nem percebe que está diante de algo bacana – ou de uma coisa especialmente ruim.
Atenção: não estou defendendo a quantidade a qualquer custo. Experimentação é legal desde que aconteça no ritmo de cada um. Algumas pessoas começarão a transar aos 18 anos e chegarão aos 30 tendo tido 60 parceiros. Parece muito? São cinco por ano. Outros chegarão à idade adulta tendo o mesmo parceiro desde a adolescência, ou quase. O que é emocionalmente mais saudável? Depende da personalidade e da experiência de cada um.
A maneira à vezes insincera com que as mulheres agem em relação ao próprio passado está ligada ao comportamento dos homens. Muitos – talvez a maioria – não ficam confortáveis com a mulher que teve muitos parceiros. Está rodada, ouvi uma vez. Espera-se que o homem se apresente maduro e vivido diante das suas companheiras de sexo. Das mulheres, muitas vezes, se espera o contrário. O resultado dessas expectativas contraditórias é a mentira. O homem finge que sabe mais do que realmente sabe. A mulher esconde o que já fez.
O comportamento feminino reflete a lógica masculina. Eles adoram se gabar das suas conquistas, mas olham com estranheza para uma mulher que faça o mesmo. Então elas fazem cara de ingênua e não contam o que já fizeram antes dele. Os homens são públicos, quase grosseiros em discorrer sobre as suas preferências estéticas e sexuais, mas acham vulgar que as mulheres façam isso. Então elas se calam e deixam a gente pensar que são delicadas. E por aí vai. Acho que boa parte do que os misóginos chamam de “hipocrisia feminina” é resultado desse mal entendido, do teatro que as mulheres encenam para corresponder às expectativas injustas dos homens. Se eles dessem espaço para que elas falassem livremente teriam menos surpresas.
Mas é verdade que mesmo homens que não são machistas ficam um pouco ansiosos com o passado das mulheres com as quais se envolvem. É importante saber sobre os seus antecessores, mas a informação pode ser inquietante. Seres humanos tendem a funcionar por comparação e analogia, e nem sempre elas são favoráveis aos que chegam. Às vezes o cara anterior tinha muito dinheiro, ou era famoso, ou se tratava de um tremendo conquistador. E isso provoca insegurança. Ou então a mulher vem de um caso tórrido, de uma paixão arrebatadora, e você fica se perguntando se aquilo realmente já acabou. Nem sempre é fácil.
Minha experiência sugere que o problema de verdade não é a quantidade de parceiros, mas a qualidade de um deles. É aquele fulano específico, por ter isso ou ter aquilo, por ser assim ou assado, que pode causar insegurança masculina e atrapalhar a relação. Se a mulher já transou com 10, 30, 60 ou 90, que diferença isso faz? A meu ver, nenhuma.
Quem já teve muitos parceiros, de um jeito legal, traz para o namoro ou o casamento uma intensidade de sentidos e um vocabulário erótico maiores, que tornam mais densa e surpreendente a vida sexual. O sexo é um terreno em que os horizontes sempre podem ser ampliados. Alguns casais começam quase do zero e vão avançando juntos. Outros somam as experiências autônomas dos parceiros para avançar. Qualquer método é bom, mas eu acho o segundo mais divertido – e mais contemporâneo.
Ivan Martins, diretor executivo da Época




