12 maio 2010

29 dias para a Copa do Mundo


Em ano de Copa do Mundo o patriotismo pulsa no sangue de cada brasileiro.

As cores, o hino, a camisa e a bandeira tornam-se sagrados, e os 23 convocados, como Cavaleiros Templários, recebem a honra e o peso de defendê-los em solo estrangeiro.

Sem entrar na discussão política que tudo isso engloba (ou oculta), ou tampouco emergir questionamentos a respeito da 'fenicialização' (de Fenícia, civilização antiga conhecida pela organização econômica e comercial) que o futebol se tornou, valemos dos vídeos abaixo para sentirmos a emoção que uma Copa do Mundo de Futebol representa:








Sim, são vídeos que demonstram o sentimento que o Argentino tem pelo esporte e pela seleção.

Eu, brasileiro e apaixonado por futebol, ao ver esses vídeos, ainda sonho em assistir a uma final de Copa do Mundo entre Brasil e Argentina. Espero, aí, que a quantidade de estrelas ostentadas no peito defina o vencedor do duelo. Até porque, se essa partida fosse decidida pelo sentimento que cada povo tem pelo esporte, terminaria empatada.

11 maio 2010

Liberdade



Eu não sei você, mas eu faço o tipo controladora, gosto de estar na regência de tudo o que me cerca, vivo a ilusão de que sem mim as coisas não irão funcionar, me sinto necessária, e isso me agrada e ao mesmo tempo me angustia, gostaria de ser mais relaxada e mais resignada diante da minha falta de controle absoluta: pois é, a gente pensa que tem controle sobre tudo, mas não temos controle sobre nada.

Se você curte se auto-investigar, bem-vindo ao clube.

Passei horas, outro dia, conversando com um amigo sobre este instigante assunto: temos ou não temos controle sobre nossas vidas? Minha tendência é acreditar que há um controle ao menos parcial. Senão vejamos: eu tenho o poder de fazer escolhas. Posso dizer sim ou não, ir para a esquerda ou para a direita. Posso me separar, continuar casada, ter mais um filho, posso mudar a cor do cabelo, posso abandonar o emprego, passar dois meses sozinha numa ilha ou me internar num convento. O que me impede?

Você mesma se impede, responde ele.

Tem razão, o problema é que não somos livres. Eu, ao menos, não acredito em liberdade enquanto houver dependências afetivas. Para ser livres, precisaríamos não manter nenhuma espécie de laço com ninguém, o que é impensável: abrir mão de pai, mãe, irmãos, filhos, amigos, um amor. É um preço alto demais para pagar pelo ir-e-vir. Estou de acordo com um psicanalista que disse que o máximo de liberdade que podemos almejar é escolher a prisão em que queremos viver. Eu escolhi a adorável prisão dos afetos.

Meu amigo considera interessante essa história de escolhermos nossas prisões, mas diz que isso só prova que somos 100% livres. Poderíamos escolher prisão nenhuma, mas nos é intolerável a idéia de viver soltos. Então vamos construindo nossas cercas: uma mãe doente a quem não podemos decepcionar, uma esposa que iria se suicidar se a deixássemos, filhos que iriam ficar traumatizados com nosso divórcio, um emprego ótimo que seria loucura abandonar, enfim, vamos inventando empecilhos para não sair da jaula. A liberdade é desestabilizadora, e queremos tudo, menos a subversão.

Pergunto: que mal há em sermos corretos, em agirmos com decência e discernimento, em não frustrar as expectativas que depositaram em nós?

Mal nenhum, responde meu amigo. É até muito nobre, diga-se. Mas quem inventou as definições de correção e decência? E quanto às suas próprias frustrações, são menos importantes do que as que os outros têm em relação a você?

Pois é, de vez em quando entro em uns debates insanos sobre liberdade e controle, e onde chego com tudo isso? A um papo excitante, o que já é muito. Pensar é um ensaio de liberdade. Que poucos se atrevem, aliás. É o que por hora me permito enquanto eu não for — na prática e às ganhas — totalmente livre.


Martha Medeiros

11 abril 2010

Quem pode, pode...


Gerard Butler e Jennifer Aniston tirando fotos para a divulgação de um filme.

Bacana deve ter saído a cara dela na foto com o fã!

Blog Íntimo e Pessoal