25 setembro 2011

Pesquisa sobre comportamento

Excelente a pesquisa realizada pela revista VIP sobre o comportamento feminino. Segue aqui as principais partes. Fica a dica...
 
Tem uma piada que diz que agradar às mulheres é uma tarefa “simples”: basta ser amigo, amante, companheiro, criativo, simpático, inteligente, sedutor, esportista, carinhoso, rico, engraçado… e uma lista infindável de coisas. Como toda brincadeira tem um fundo de verdade, aqui o negócio não é diferente. A mulherada é, sim, exigente.
Pois então. Foi essa maluquice de tentar entender do que as mulheres gostam na cama que tínhamos em mente quando encomendamos esta pesquisa exclusiva para o núcleo de Pesquisa e Inteligência de Mercado do Grupo Abril, que edita a VIP. Segundo métodos científicos, eles consultaram via internet 1 193 mulheres entre 18 e 35 anos do país todo. O resultado está aqui: um completo estudo cheio de surpresas, como esta: oito em cada dez mulheres gostam que você use algum tipo de força na hora da transa, sabia?. Leia e entenda tudo para fazer bonito sempre.
Descobrimos o que elas querem na cama (e no banho, na sala, na escada…)
Porta dos fundos
Faz algum tempo que sexo anal deixou de ser tabu. A porta dos fundos é apreciada por uma parcela considerável da população feminina. Entre nossas entrevistadas, 65% disseram que já fizeram anal. E 57% delas gostaram e repetiram, enquanto 13% curtiram, mas não fizeram de novo. E só 30% das moças acharam a experiência ruim (nem a Sandy está aqui). Só que, entre as 35% que nunca fizeram, 1/3 tem vontade de experimentar! Só está faltando o incentivo…

Tanto casadas quanto solteiras, 69% das mulheres gostariam de transar mais. 
Quantos encontros precisam para ir para cama?
  • 1 encontro: 12%
  • 2 ou 3 encontros: 33%
  • 4 ou 5 encontros: 25%
  • 6 a 8 encontros: 9%
  • Mais que 8 encontros: 16%
  • Apenas casando: 5%
Para levar 70% delas para um quarto, precisa sair até 4 ou 5 vezes antes


Mulheres e seus dedos
Mulheres gostam de masturbar-se independentemente de estarem satisfeitas ou não com sua vida sexual. As que transam mais se masturbam tanto quanto as que têm a vida sexual menos, digamos, divertida: 37% das que não estão transando atualmente praticam masturbação pelo menos duas vezes por semana, exatamente a mesma quantidade de vezes que 36% da mulherada que transa quatro ou mais vezes toda semana. Ah! Apenas 21% das mulheres usam algum acessório para isso. O resto é no dedo mesmo.

Entre as mulheres comprometidas, 60% pensam no parceiro (ou, se você for pessimista, 40% NÃO pensam no parceiro). Já entre as solteiras, 1/3 pensa no ex-namorado.
Acerte o alvo
Para conseguir levar a mulher para a cama na primeira noite, o mais importante não é estar bonito e perfumado. Entre dez itens que apresentamos, veja quais elas consideram os cinco campeões (juntos eles somam 68% das respostas):
1º. Você mostrar o quanto ela é importante para você
2º.
Ter um bom papo
3º.
Se mostrar cheio de desejo
4º.
Criar uma situação especial, como um jantar
5º.
Falar coisas sensuais em seu ouvido
O maravilhoso mundo dos brinquedos
Mais da metade da mulherada já usou acessórios eróticos: 59%. Os mais populares são os géis e cremes (que esquentam, esfriam, deslizam etc.), dados e jogos eróticos, fantasias e vibradores. E atenção: entre as que nunca usaram nenhum produto de sex shop, 64% têm vontade (olha lá, a sua garota pode estar aqui no meio)! O maior problema dessas mulheres é vergonha do parceiro (28%) ou não saber onde (24%) e o que comprar (21%). Que tal aparecer com uma surpresa para ela?

7 lições que tiramos disto tudo

1. Preliminares são essenciais. E sexo oral é o pedido nº 1. Para acertar, não tenha pressa (mas também não demore muito). Na dúvida, pergunte.
2. Que tal incluir acessórios eróticos na sua cama? Há desde cremes que estimulam o clitóris até anéis penianos, que dão prazer aos dois.
3. Poucas mulheres já fizeram sexo a três. Mas muitas gostariam de experimentar! Vá jogando a ideia aos poucos para a sua.
4. Mulheres adoram fazer sexo de quatro. Mas, para gozarem, eles geralmente têm que estar por cima. Varie.
5. Elas gostam que você segure o corpo delas com força na hora da transa. Cuidado para não errar na dose.
6. Não adianta você preparar um jantar e aparecer com o tórax malhado e a barriga tanquinho se não for atencioso com ela. Mulheres até topam uma barriguinha, mas não topam o cara que só se preocupa com ele mesmo.
7. Para metade delas, o tamanho do pênis importa. Mas muitas outras coisas têm mais importância: boas preliminares (sempre elas!), você ser carinhoso, olhar nos olhos dela e fazê-la gozar, por exemplo.
Fonte: Revista VIP

23 setembro 2011

Uma ode à velocidade!


Vejam só as notícias, de hoje, abaixo:

"Neutrino ‘mais veloz que a luz’ põe físicos em suspense"

(Exame.com)

A revelação feita por cientistas do CERN de que flagraram partículas viajando acima da velocidade da luz — algo até agora considerado impossível — pôs a comunidade científica em suspense.


"Com apenas um deputado em plenário, CCJ aprova 118 projetos em sessão de três minutos"


(Jornal O Globo)


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, numa sessão meteórica de pouco mais de três minutos, aprovou, na manhã de quinta-feira, 118 projetos. O deputado Luiz Couto (PT-PB), o único presente, foi chamado com urgência na comissão para ter pelo menos um parlamentar no plenário da CCJ.




Depois do impacto das duas notícias, representantes do governo já publicaram uma nota dizendo que tudo isso é coisa da oposição, e que as partículas mais rápidas que a luz não têm qualquer relação com a aprovação de projetos relâmpago e nem com a velocidade do desvio de verbas no Brasil.


15 setembro 2011

Segurança

Muito boa a propaganda Embrece Life, da Sussex Safer Roads Partnership, sobre a importância de usar cinto de segurança.


Veja o comentário sobre esse comercial em OndeJoinville.com.br

06 setembro 2011

Dia do sexo

Tirem as crianças da sala! Hoje é o dia do sexo e para comemorar segue um clipe muito bacana.


Pornquesta - Pornchestra

Mas lembrem-se, todo dia é dia...

25 agosto 2011

Qual a sua Tatuagem?

Um recente estudo realizado nas principais capitais brasileiras, analisou o comportamento sexual das mulheres levando em consideração o tipo de tatuagem que elas têm.
O pesquisador  E. Mendes entrevistou mulheres em todo o Brasil e chegou a algumas conclusões: “Primeiramente, foi possível constatar que as mulheres tatuadas gostam mais e praticam mais sexo do que as mulheres sem tatuagem“, afirma Mendes.
Parece que não ter medo de sentir dor, de alguma forma, está ligado à excitação sexual feminina“, 73% das entrevistadas que disseram gostar muito de sexo eram tatuadas, e quase metade das mulheres sem tatuagem que adoram sexo, tem intenção em fazer uma tatuagem.
A pesquisa serviu também para traçar o perfil sexual das mulheres de acordo com o tipo de tatuagem que elas têm.
82% das mulheres com tatuagem de estrela disseram preferir sexo selvagem;
42% das mulheres uma fada tatuada no corpo preferem sexo oral;
96% das mulheres que tem tatuada a frase Carpe Diem são adeptas do sexo no primeiro encontro;
55% das mulheres com tatuagens tribais têm tendencia ao lesbianismo;
42% das mulheres com uma tatuagem de borboleta já participaram de alguma orgia ou sexo grupal.

04 agosto 2011

Tuborg

Antigo, mas excelente o comercial da Cervejaria Tuborg comentado hoje no blog de Publicidade do Portal Onde Joinville.

Vale a pena conferir. Só clicar no nesse link.

17 julho 2011

Ilusão de Ótica

O ser humano é uma parte do todo a que chamamos universo, uma parte limitada no tempo e no espaço.
Ele concebe a si mesmo, as suas idéias e sentimentos como algo separado de todo o resto - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe aos nossos desejos pessoais e reserva a nossa afeição a algumas poucas pessoas mais próximas de nós.
Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza.
Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.
 
Albert Einstein

01 julho 2011

Campanha Educativa ou Filme de Terror?

Diz em voz grave o locutor desse vídeo: “... O uso do crack pode provocar as piores consequências: dor, prostituição, roubo e assassinato são algumas delas...”
Este vídeo faz parte da campanha "Crack, nem Pensar", promovida pelo CNJ, CNMP, TJs e Instituto Crack, nem Pensar
Na verdade, este tipo de campanha só serve para alimentar as agências de publicidade, inflar o ego dos governantes e iludir a opinião pública.
Ora, quem disse que o crack é a “causa” das “consequências” (dor, prostituição, roubo, assassinato...), não conhece nem um palmo da realidade das periferias das grandes cidades desse país.
Acordem! O uso do crack não é a causa do que a elite hipócrita desse país define como “violência urbana”, mas a consequência de séculos de miséria, pobreza e exclusão social. Em consequência, não se combate as consequências de um modelo social excludente e concentrador da riqueza com filmes de terror. Esta ideia é antiga, superada e comprovadamente inútil.
Ora, não seria melhor caminho estudar por que um jovem se torna dependente do crack, discutir soluções para essas causas e, sobretudo, impedir que novos jovens comecem a usar, do que culpá-los pelos males do mundo e ainda por cima produzir filmes de terror sobre este drama?
Campanhas assim são absolutamente inócuas e não servem para evitar que crianças e jovens sem sonhos, pobres e excluídos comecem a usar crack e, muito menos, vai recuperar os que já são dependentes.
Pior ainda: muda o foco do problema e transmite a falsa ideia de que roubos e assassinatos acontecem por causa dos dependentes do crack.
Como diz o Juiz Alexandre Morais da Rosa, quem livrará “da bondade dos bons” os adolescentes pobres e excluídos desse país, por séculos marginalizados, e agora dependentes do crack?

23 junho 2011

Ó Dilma!

Deixa ver se eu entendi. Querem liberar a maconha e proibir a pesquisa histórica, mesmo para fins terapêuticos. É isso? Nacionalizar a maconha e privatizar o passado? Uma coisa não teria nada a ver com a outra se a atitude comum do brasileiro em relação à sua história não se parecesse com a letargia e a despreocupação que – dizem, eu nunca provei – caracteriza o barato da maconha. Agora mesmo, pode-se imaginar que muita gente marchará pelo direito de fumar maconha sem culpa, no que estará com toda a razão, mas não se prevê nenhuma grande manifestação popular contra a proposta de proibir para sempre o acesso a certos documentos históricos, com faixas dizendo “Queremos saber tudo sobre a guerra do Paraguai”. E no entanto o direito de conhecer o passado sem restrição deveria ser tão natural quanto o direito a um baseado descriminalizado. Não bastasse os militares sentados em cima dos dados e das dúvidas sobre o período da repressão vem essa ideia do segredo eterno para sonegar ainda mais à nação sua própria biografia. O objetivo é concluir que o passado não existiu e não se fala mais nisso. A presidente, dizem, aceitou a ideia do Sarney e do Collor, logo do Sarney e do Collor, contrariando o que deveria ser o seu instinto. Ó Dilma!
Luis Fernando Veríssimo, em 23/06/2011.

16 junho 2011

Vingança do Playboy

Após sua noiva, Crystal Harris, 25, desistir do casamento, o fundador da revista "Playboy", Hugh Hefner, 85, conseguiu alterar a capa da edição em que Harris aparece.
A coelhinha, aparece semi nua, ganhou um adesivo vermelho com a frase "noiva fugitiva nesta edição".
Harris cancelou o casamento com Hefner cinco dias antes de subir ao altar, quando a revista já estava pronta.
Nela, a coelhinha posa na capa sob o título: America's Princess: Introducing Mrs. Crystal Hefner (princesa americana: apresentando a senhora Crystal Hefner).

11 junho 2011

Amigos

Dei pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo.As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. Você não precisa de uma razão. Basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso trocar elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?Acho que é amor. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem doisamigos pra valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso.
Martha Medeiros

09 junho 2011

Começando cedo...

Compartilhando a tristeza com quem merece - Não há de ser nada!









O dia que o Tempo parou, esperando uma história diferente



Todo fato pode ser contado de várias formas. O relato a seguir é apenas mais uma delas:


Tudo se fazia quente na cidade fria. Todos vestiam verde, todos esperançosos com a possibilidade do feito inédito.

Os privilegiados, muito antes da batalha começar, já se reuniam no entorno do front. E as conversas que se ouvia sempre acabavam da mesma forma: dois ou três, a taça é nossa! Palpites ao vento, otimismo obrigatoriamente forçado para conter o nervosismo que pairava.

Os minutos passaram lentos até o espetáculo começar. O front foi sendo preenchido, até lotar. Quando os nomes dos onze soldados foram divulgados, uma nação inteira reprovou. Mas para o Comandante, a lista era a ideal. Assim, fosse o que Deus quisesse! A Nação estaria com eles, para a vida ou para a morte!

A batalha começara, enfim! Verdes no ataque. Ataque, ataque, ataque verde! Gritos, cânticos, apoio incondicional! Contra-ataque mortal... tento adverso. O que era difícil tornou-se hercúleo. Ali, seriam necessários três tentos favoráveis para a vitória absoluta. O gol herético comprovou o ditado: a voz do povo é a voz (e a vontade) de Deus. A Nação estava certa, o Comandante não. Infelizmente! Assim, como quem tarda não deve falhar, quem falha não deve tardar. O erro, para não continuar errado, foi corrigido: substituição na linha de frente, novo guerreiro na batalha!

E não demorou para que a mudança trouxesse resultado - a inacreditável e esperada virada aconteceu! Dos três necessários, dois já estavam conquistados.

Os combatentes adversários sentiram! A partir dali, aprenderam como se pode passar calor com 5ºC de temperatura. Nunca a expressão ‘suar frio’ foi tão bem utilizada.

Fim da primeira etapa, para alívio dos invasores. Do lado certo, se a esperança já era grande no começo, agigantou-se no intervalo! E se o apoio já era maciço, não haveria um só homem indisposto à luta na segunda etapa!

Os guerreiros voltaram, certos da história que seria escrita! Mas o que não sabiam era que a segunda etapa, que começara, jamais acabaria. Como na primeira metade, verdes no ataque. Ataque, ataque, ataque! Gritos, cantos, apoio incondicional! Contra-ataque... tento nefasto adverso. Falha inquestionável de um grande Soldado! Seriam necessários, ali, outros dois sopros divinos para que os fatos encontrassem a justiça.

Os minutos voaram, então. Momentos que ninguém sentiu, despertados apenas pela entrada de novos Guerreiros. Porém, o ânimo de quem via de fora era muito aquém do necessário. A esperança se esvaía como poeira, a voz da Massa já não se ouvia.

Foi aí que um fato marcou a noite. Vinte minutos da etapa final. O que se presenciou ali jamais será repetido. Na linha de ataque, quando o intrépido menino da 5 foi agraciado pela bola, que vinha sendo maltratada pela truculência adversária, e com a perna direita desferiu um golpe certeiro em direção ao ângulo adversário... o Tempo parou! O que nunca havia sido visto até então, foi testemunhado por 32 mil pessoas. Parou! O Tempo parou!

Os relógios, depois disso, não diziam a verdade, e os fatos que se sucederam não foram reais. Tudo porque, naquele momento, o Tempo estava congelado, após ter presenciado a mágica daquele lance. Assim, e ali, viu a angústia de cada olhar virar esperança, e sentiu quando o desânimo virou as costas para não mais voltar.

Era impensável! Logo o Tempo, Senhor da Razão, que nunca havia dado trégua, estava ali, paralisado, bobo, estupefato! Talvez atônito, pela batalha vista. Talvez absorto, por ver o suor de sangue daqueles Guerreiros que não paravam de lutar. Ou, quem sabe, percebeu que, daquele momento em diante, o mundo como se conhece e as coisas como são não poderiam simplesmente continuar da mesma forma. Seria injusto demais! Doído demais! Até para Ele, o Grandioso Tempo!

Mas nem ele pôde mudar o que o Destino traçou. A injustiça fora concretizada assim que o errático homem de amarelo, que tanto amarelou durante a batalha, pediu a bola.

O Tempo, incrédulo com o desfecho que acabara de ver, num momento de incontrolável fúria, desatou-se do Destino, aliado até então inseparável, quebrando a aliança que se fazia eterna. Ali nascia a maior de todas as rivalidades já vistas: Tempo e Destino, inimigos mortais!

A justiça não foi feita. E, por força e imposição Divina, o Tempo, mesmo contrariado, voltou a correr.

Hoje, muitos juram que, do chute do menino e do grito gélido que saiu da garganta da Nação em diante, o Tempo não se deixa esquecer o retrato estilhaçado, fixado naquele momento, emoldurado por todo o sofrer daquela gente, por todos os gritos ensurdecedores silenciados e por toda a expectativa que, pelo Destino, desfez-se. Atestam também, os bons de coração e conhecedores do Tempo, que Ele passou a correr mais rápido ainda, para tentar alcançar a justiça que não se fez presente aquela noite. E, quando outros dizem que a chuva que se viu no dia seguinte foi motivada pela nova frente fria que chegara à cidade, àqueles contestam: não era chuva, afirmam, e sim as lágrimas do Tempo que caíam dos céus.

04 junho 2011

Quino, desiludido com o século...

O cartunista argentino Quino, autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartum o seu sentimento.

A genialidade do artista faz uma das melhores críticas sobre a criação de filhos (e educação) nos tempos atuais.









Dica de Bárbara Ladwig

01 junho 2011

Questão de prioridade...

Uma pesquisa internacional conduzida por uma empresa contratada pela marca de cervejas que patrocina a Liga dos Campeões mostra que 52% dos homens entrevistados em 15 países preferem assistir à decisão do torneio em vez de sair para um encontro romântico com uma top model como a brasileira Adriana Lima.

O levantamento feito com 5.638 homens com idade acima dos 21 anos mostra que não são apenas as top models que os torcedores estariam dispostos a descartar para ver o seu time na decisão da competição. No total, 62% trocam a festa de aniversário do melhor amigo para assistir ao jogo final e pouco menos da metade deixaria de ser padrinho de casamento se a partida fosse no mesmo dia.

Mais da metade confirmou também que trocaria uma noite fora de casa com a mulher ou namorada para ficar na frente da TV durante a disputa pela taça da Liga dos Campeões. No Brasil e na Espanha, 22% dos homens não marcariam o seu casamento no mesmo dia da decisão.

Confira abaixo outros números da pesquisa:

55% preferem assistir à final a ter o primeiro encontro com os pais da namorada
46% trocam o aniversário da mãe pela partida
44% preferem acompanhar o jogo a comemorar o aniversário de casamento
43% deixam de celebrar a formatura na faculdade ou uma importante consulta médica pela decisão da Liga dos Campeões

29 abril 2011

Rich Man

"How many times have you heard someone say if I had his money I could do things my way/ But little they know that's so hard to find one rich man in ten with a satisfied mind"


O trecho acima é da música "A Satisfied Mind", gravada por Johnny Cash, e faz parte da badalada trilha sonora do filme "Kill Bill", de Quentin Tarantino.


Quer dizer, em tradução livre: "Quantas vezes você ouviu alguém dizer: 'Se eu tivesse dinheiro, faria tudo de meu jeito'/ Mal sabem eles que é muito difícil encontrar um homem rico com uma mente satisfeita."



Jack Johnson cantou esse trechinho da música em entrevista à Folha para responder por que doará todo o lucro dos oito shows que fará no Brasil para ONGs que ensinam música, arte e surfe.


"Não preciso desse dinheiro; consigo manter minha família e minha banda com a venda de CDs".


O músico havaiano de 35 anos deu entrevista de sua casa no Havaí, semanas antes de embarcar para uma turnê por oito cidades brasileiras. O primeiro show acontece em São Paulo em 21 de maio, no Festival Natura Nós.


Ele vem acompanhado dos mesmos três músicos com quem toca desde seu primeiro disco, "Brushfire Fairytales", de 2001.


"Sou eu e os mesmos três caras desde que comecei, uns dez anos atrás, tocando em bares para 16 pessoas que não prestavam atenção", lembra Johnson, que teve seus dois últimos discos em primeiro lugar nas paradas norte-americana e inglesa.




Fonte: Folha de São Paulo

28 abril 2011

Buuu

Diálogo urbano, no meio de um engarrafamento. Carro a carro.
– É nisso que deu, oito anos de governo Lula. Esse caos. Todo o mundo com carro, e todos os carros na rua ao mesmo tempo. Não tem mais hora de pique, agora é pique o dia inteiro. Foram criar a tal nova classe média e o resultado está aí: ninguém consegue mais se mexer. E não é só o trânsito. As lojas estão cheias. Há filas para comprar em toda parte. E vá tentar viajar de avião. Até para o exterior – tudo lotado. Um inferno. Será que não previram isto? Será que ninguém se deu conta dos efeitos que uma distribuição de renda irresponsável teria sobre a população e a economia? Que botar dinheiro na mão das pessoas só criaria essa confusão? Razão tinha quem dizia que um governo do PT seria um desastre, que era melhor emigrar. Quem pode viver em meio a uma euforia assim? E o pior: a nova classe média não sabe consumir. Não está acostumada a comprar certas coisas. Já vi gente apertando secador de cabelo e lepitopi como se fosse manga na feira. É constrangedor. E as ruas estão cheias de motoristas novatos com seu primeiro carro, com acesso ao seu primeiro acelerador e ao seu primeiro delírio de velocidade. O perigo só não é maior porque o trânsito não anda. É por isso que eu sou contra o Lula, contra o que ele e o PT fizeram com este
país. Viver no Brasil ficou insuportável.
– A nova classe média nos descaracterizou?
– Exatamente. Nós não éramos assim. Nós nunca fomos assim. Lula acabou com o que tínhamos de mais nosso, que era a pirâmide social. Uma coisa antiga, sólida, estruturada...
– Buuu para o Lula, então?
– Buuu para o Lula!
– E buuu para o Fernando Henrique?
– Buuu para o... Como, “buuu para o Fernando Henrique”?!
– Não é o que estão dizendo? Que tudo que está aí começou com o Fernando Henrique? Que só o que o Lula fez foi continuar o que já tinha sido começado? Que o governo Lula foi irrelevante?
– Sim. Não. Quer dizer...
– Se você concorda que o governo Lula foi apenas o governo Fernando Henrique de barba, está dizendo que o verdadeiro culpado do caos é o Fernando Henrique.
– Claro que não. Se o responsável fosse o Fernando Henrique eu não chamaria de caos, nem seria contra.
– Por quê?
– Porque um é um e o outro é outro, e eu prefiro o outro.
– Então você não acha que Lula foi irrelevante e só continuou o que o Fernando Henrique começou, como dizem os que defendem o Fernando Henrique?
–Acho, mas...
Nesse momento o trânsito começou a andar e o diálogo acabou.
Luis Fernando Veríssimo - Gazeta do Povo, em 28/04/2011.

27 abril 2011

Impostos - Preço Justo

Para a moçada que compartilha da mesma ideia, de que o nosso país é um grande país que tem uma grande classe de gradessíssimos filhos das putas no poder, vale uma olhada no vídeo abaixo. Apesar da teatralidade exagerada, quem de nós não gostaria de fazer valer nosso grito e mandar à merda esses caras que colocam o nosso dinheiro no bolso?






Não obstante à ampla conscientização, por parte de parte dos nossos conterrâneos, da situação na qual a corja insiste em nos deixar, vale destacar:

-Quer um bom ensino? Pague!
-Quer segurança? Pague!
-Quer ser atendido por um médico quando precisar? Pague!
-Ganhou dinheiro? Pague! E se não avisar que ganhou, ou ainda não pagar pelo que ganhou, a Receita Federal tem funcionários muito competentes!
-Perdeu dinheiro ou não ganha dinheiro? Se fodeu! 'Cada cachorro que lamba a sua caceta'!

E neste país de alguns políticos ginecofóbicos, além de se tributar tudo, com alíquotas absurdas, o nosso benevolente quadro de representantes também tributa o que nós compramos lá fora. Ou seja, se você nasceu no país tropical, abençoado por Deus e bonito, etc, uma constatação: ou você é representante ou está fodido!

20 abril 2011

Ilusões verdadeiras

Separe oito minutos do seu dia para apreciar a obra de Rene Magritte.



O que é mais belo na vida, são as ilusões da vida.
Honoré de Balzac


15 abril 2011

Traição feminina

Pesquisas indicam que a infidelidade feminina quase dobrou em uma década e na geração até 30 anos, metade das mulheres assume que já foi infiel

Fim do expediente. Ela recolhe a papelada da mesa, desliga o computador e sai com a nécessaire a tiracolo em direção ao banheiro. Lá, do alto de seu 1,78 metro, ajeita a meiacalça antes de caminhar sem pressa para a frente do espelho. De olhos bem abertos, começa conferindo um tom mais vivo às bochechas alvas e termina escovando os cabelos castanho-claros até quase a cintura. Faltava apenas o batom, que ela sacou da bolsa e calmamente deslizou apenas no lábio inferior, que, por compressão, tingiu o superior. Do lado de fora da empresa, o rapaz que a aguarda dentro do carro vê a hora no relógio e examina o movimento ao redor antes de checar o penteado no retrovisor. Tudo pronto, ela dá o passo final com uma mensagem enviada pelo celular, enquanto desce as escadas: "Oi, amor, vou entrar em uma reunião aqui no trabalho e chegarei mais tarde em casa."

O que há de novo no comportamento feminino descrito acima? Não é a mulher protagonizar uma história de infidelidade. Clássicos da literatura, como Anna Karenina, de Tolstoi, e Madame Bovary, de Flaubert, provam que o comportamento é antigo. A novidade, segundo especialistas, é o fato de a traição praticada por elas estar cada vez mais freqüente - e não se revelar apenas no divã do terapeuta. Dados inéditos do estudo Mosaico Brasil 2008, coordenado pela psiquiatra Carmita Abdo, do Projeto Sexualidade (ProSex) da USP, revelam que cada vez mais as brasileiras pulam a cerca.

Foram ouvidas 8.200 pessoas em dez capitais. Basta um olhar sobre três gerações para ficar claro que o padrão de infidelidade delas vem se modificando. Das entrevistadas acima de 70 anos, apenas 22% confessaram ter tido alguma relação extraconjugal. O índice sobe para 34,7% para as mulheres entre 41 e 50 anos e atinge o pico de 49,5% entre as de 18 a 30 anos. "A traição masculina ainda é maior, mas está estável. Já a praticada pela mulher tem crescido", afirma Carmita, autora de Descobrimento sexual do Brasil. Nos consultórios, a sensação é a mesma. Especialista em relacionamento amoroso, o psicólogo Aílton Amélio da Silva, da USP, vai ainda mais longe.

Para ele, a brasileira trai pouco. "As oportunidades aparecem diariamente e encontram-se pessoas bonitas o tempo inteiro", diz ele, autor do livro Para viver um grande amor. "Mas, se antigamente havia uma agulha no palheiro, hoje, com certeza, há três."
Não é à toa que o jardim do vizinho tem parecido mais interessante aos olhos do sexo feminino. O cenário atual é amplamente favorável e a liberação sexual atingiu um patamar único na história, com maridos apavorados queixando-se para o terapeuta que a esposa quer manter relações sexuais todo dia. "Eu não tinha mais sexo em casa. Meu marido não dava conta", diz a gerente de banco paulista Carla* (*nomes fictícios), de 27 anos, que foi casada por cinco anos. Ela trocou o marido pelo amante depois de passar dois anos mantendo um relacionamento extraconjugal. "Fiquei carente e com quem vou conversar? Com o cara que eu via todo dia: passei a me relacionar com o dono do restaurante onde eu almoçava", conta.

(...)

Há uma reviravolta histórica a se considerar também. Se antes à mulher cabia o dever de se entregar a um único homem e passar o tempo cuidando dos filhos e do lar, hoje o quadro é outro. Houve uma queda significativa da taxa de natalidade, conquistada principalmente com a chegada dos anticoncepcionais, e a mulher, livre das amarras domésticas, optou por passar mais tempo nos escritórios e em viagens de trabalho ao lado de outros homens. Para uma mulher, estar em contato com o sexo oposto a maior parte do dia pode ser como riscar um fósforo ao lado de uma bomba de gasolina. É o que mostra uma pesquisa feita pela sexóloga americana Shere Hite.

(...)

Entre os casais mais jovens, segundo um estudo da National Science Foundation, da Universidade de Chicago, a razão principal do aumento da infidelidade feminina é a oferta de pornografia na internet. Expor os sentimentos com maior desenvoltura por meio de ferramentas eletrônicas, como sites de relacionamento e programas de mensagem por computador, é característico da mulher da nova geração, mas contagia também pessoas com mais idade. É uma nova forma de manter uma relação extraconjugal. "A internet é o primeiro passo em uma estrada para a traição", alerta Ailton Amélio, da USP. "Mas muitos acham que teclar com outro não configura infidelidade e que isso só acontece quando há envolvimento físico", pontua a sexóloga e psiquiatra Regina Navarro Lins. Vale lembrar: trair é enganar o outro. Seduzir online, sem que isso seja permitido pelo código estabelecido no relacionamento, é infidelidade.

Na contramão do mito "o homem é sempre o último a saber", um estudo divulgado por pesquisadores da Virginia Commonwealth University, nos Estados Unidos, indicou que eles são mais desconfiados e percebem melhor os sinais da traição do que as mulheres. Os dados revelam que 75% deles detectam a infidelidade, contra apenas 61% delas. Outros números da mesma pesquisa explicam que o motivo da percepção aguçada deles é o fato de ainda serem mais infiéis. "Os homens percebem com mais facilidade a mentira e a dissimulação porque são mais mentirosos e dissimulados. Ele tende a julgar a mulher pelo que ele faz", analisa o psicólogo Thiago de Almeida, da USP.

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O psicólogo Thiago de Almeida fez uma pesquisa que constatou que homens e mulheres são infiéis por motivos diferentes. A maioria dos homens (35,6%) trai pelo efeito novidade e 19,6% pelo prazer e aspecto lúdico. A maioria das mulheres (23,8%) trai por retaliação ou vingança, 19,7% pelo efeito novidade, 15,5% pela carência física e emocional e 11% pelo sexo.

Outra especialista em relacionamentos amorosos, a psicanalista Regina Navarro Lins, autora do best seller “A Cama na Varanda” (editora Best Seller), explica que as mulheres lançam mão de motivos dramáticos para justificar um comportamento não aceito pela sociedade porque são educadas a ser frígidas. “Feminilidade no século XIX era não gostar de sexo e até hoje elas têm dificuldade de dizer que gostam”, explica a médica, que, em levantamento pela internet para escrever o livro “A Cama na Rede” (editora Best Seller), no ano passado, registrou índice de 72% de pessoas que já traíram, tanto homens quanto mulheres. Somente 11% das entrevistadas na pesquisa da Perseu Abramo admitiram que o que as levou aos braços de outro foi simplesmente a atração física.

A sexóloga ainda explica que tanto homens quanto mulheres sabem que sexo é bom e, cada vez mais voltados para suas individualidades, gostam de variar. Ela cita que Woody Allen mostra isso em seu novo filme Vicky Cristina Barcelona, para o qual ele escalou atores para viver um quarteto amoroso. A sexóloga fala da poligamia como tendência, existe aqui e acolá, mas não predomina. "O pacto de exclusividade é o grande vilão da história. É o responsável pela falta de tesão na relação, uma das razões alegadas por quem decide fazer sexo com outra pessoa", opina Regina. Ela verificou em pesquisas que, para cada marido que perde o desejo pela mulher, quatro esposas se sentem da mesma forma em relação ao parceiro.

Carioca de 27 anos, a estudante Beatriz Provasi conta que pulou a cerca durante um namoro que terminou no ano passado. Para ela, é normal amar uma pessoa e fazer sexo com outra. "É balela essa história de que homem trai por sexo e mulher por amor. As pessoas se moldam à cultura social, que prega a monogamia. Mas nosso instinto é poligâmico", opina. Beatriz, que vive um relacionamento aberto há cinco meses, não havia acordado no namoro anterior que a poligamia deveria ser a prática entre eles. Por isso, considera que foi infiel. "Infidelidade é a falta de honestidade, é trair a confiança", diz ela, que, entretanto, não se arrependeu.

Na opinião de Regina Navarro, foi a invenção da pílula anticoncepcional, há 51 anos, que abriu o caminho para a igualdade de gênero também no item traição. “As mulheres tinham menos relações extraconjugais porque tinham medo de uma gravidez indesejada, mas a pílula mudou isso”, avalia. Para a psicanalista, o que ainda impede que elas traiam tanto quanto os homens é o fato de ainda sentirem mais medo e culpa do que eles. E isso se deve à educação dada às meninas: não separar sexo de amor. “Ainda somos regidos pela ideia do amor romântico, que entrou para valer na década de 1940 e prega a existência de uma fusão entre os amantes, em que um vai preencher todas as necessidades do outro”, explica Regina.

Por outro lado, os homens não cresceram sob esse tabu e conseguem fazer a separação com facilidade. Tanto que os índices de traição masculina continuam altos. “Sexo e amor são coisas distintas, você pode amar e não querer ter sexo e gostar de ter sexo e não querer casar. Está mais do que na hora de acabar com essa ideia de que uma pessoa tem que contemplar tudo. É por isso que existe tanta frustração nas relações”, defende Regina. E as mulheres, segundo ela, são as que mais sofrem e se mostram mais insatisfeitas nos casamentos. “Por causa desse pacto de exclusividade, que na prática é uma ficção, 80% dos casais vivem mal. Não sou contra casamento, mas essa fórmula que está aí não está dando certo”, preconiza a pesquisadora.

Nisso, os estudiosos das relações amorosas são uníssonos: homens e mulheres vão encontrar cada vez mais novas formas de se relacionar. “O jeito como lidamos com o amor está em constante transformação. É só imaginar que até há muito pouco tempo adultério era considerado crime”, lembra Carmita Abdo, da Prosex/USP. Para Mirian Goldenberg, a vantagem é que os casais terão mais opções. Regina Navarro vai mais longe. “Acredito no poliamor, quando se pode amar e ser amado por mais de uma pessoa.” Pelo jeito, se relacionar com o sexo oposto ficará mais e mais complexo daqui para a frente. Mas quem disse que um dia foi simples?

Fonte: Revista IstoÉ

13 abril 2011

Vasto Ponto Azul

Há cinco décadas um de nós deu um salto jamais dado, e orbitou por pouco mais de uma hora, a centenas de quilômetros de altitude, a todos nós, com nossos conflitos e vitórias, ou como Carl Sagan diria, “o agregado de nossa alegria e nosso sofrimento”. Yuri Gagarin foi o primeiro de nós a ter um vislumbre do pálido ponto azul, que a centenas de quilômetros ainda surge como uma vasta abóbada, mas uma vasta abóbada azul. “A Terra é azul. Que maravilhoso!”, exclamou para o controle da missão. Gagarin vislumbrou uma perspectiva numinosa, que inspira profunda humildade, fascinação e admiração.

Somados ao longo de toda uma vida, cruzamos com nossos próprios pés milhares de quilômetros de distância percorrendo a superfície deste planeta. Poderíamos dar mais de uma volta através do globo, mas andamos em círculos pequenos, não raro em torno da pequena região próxima onde nascemos. Se apenas pudéssemos traçar estes passos não apenas cruzando o mundo, como em direção ao espaço infinito, é novamente assombroso como bastam algumas centenas de quilômetros para ver a Terra azul, sem fronteiras retilíneas, apenas uma vasta planície que se curva no horizonte, marcada quando muito por rios e oceanos, montanhas e vales, e coberta por uma camada de nuvens brancas sempre mutante, composta da mesma substância que responde por toda a vida que conhecemos e que escorre de nossos olhos quando sentimos nossas mais fortes emoções.

O primeiro homem no espaço foi chamado de cosmonauta, em contrapartida aos astronautas americanos, ou mesmo aos taikonautas chineses. São todos seres humanos, são todos pessoas que deixaram aqueles que amavam abaixo e tiveram medo de nunca mais voltar. Somos nós. Se a tecnologia que lançou Gagarin ao espaço foi a mesma que é capaz de lançar ogivas atômicas que transformariam a cor de todo o planeta em um cinza nuclear, há algum conforto e motivo para celebrar que não tenhamos pintado o ponto em que vivemos de cinza, e neste exato momento haja seis seres humanos orbitando a todos nós.

Seis seres humanos no espaço, incluindo russos e americanos, em uma estação espacial resultado da colaboração contínua de inúmeros países representando centenas de milhões de pessoas em cooperação. Como Gagarin, os tripulantes da Estação Espacial Internacional vêem o planeta azul, e diferente de Gagarin podem partilhar sua emoção, e algo de sua visão, em tempo real.

Algum dia, um de nós deixará o planeta sem medo de nunca mais voltar, porque estará indo viver uma aventura fantástica ao encontro daqueles que ama em um lugar muito mais distante do berço azul onde nascemos. Algum dia, um ponto a milhões de quilômetros de distância, seja ele de que cor for, será o berço de muitas pessoas, que ainda assim serão como nós. Porque seremos nós.

Encaramos desafios imensos, mas somos capazes de façanhas incríveis. Vivemos em maravilhoso berço azul, vasto porque ainda somos infantes, mas ínfimo perto do infinito que podemos explorar. Yuri Gagarin o viu primeiro.



Confira o áudio de Gagarin na Vostok-1 com imagens em First Orbit – the movie completo acima.

[Imagem inicial: Gagarin e Laika, Tebe-interesno, via Lissa. First Orbit via Brainstorm#9, e comentário de Matheus Amorim]

Fonte: Sedentario.org

17 março 2011

Tsunami no Japão


Após assistir ao vídeo abaixo, três coisas me passaram pela cabeça:

1 - Em caso de tsunami, não fique dentro do carro;
2 - Em caso de tsunami, não fique dentro de casa;
3 - Será que o carro branco, que passa na rua no 6º segundo do vídeo, conseguiu escapar?





*** UPDATE DO TÓPICO:

Aproveitando o assunto, posto um vídeo contendo imagens do tsunami ocorrido na Indonésia, em dezembro de 2004, e um link, abaixo, contendo a cena do tsunami no filme 'Além da Vida' (cena que já foi objeto de postagem aqui no blog, dias atrás, antes do tsunami do Japão, num vídeo mostrando como ela foi feita), que foi baseada no evento ocorrido em 2004.

Atento para o fato de que, em 2004, o número de mortos confirmados foi de 150 mil pessoas, sem contar os mais de 70 mil desaparecidos - 220 mil no total.





http://www.youtube.com/watch?v=D2IlEQLZug8&feature=related

01 março 2011

Além da Vida


Para os que não viram o filme 'Além da Vida', do diretor Clint Eastwood, fica a dica: assistam! Vale o ingresso!

Para os que, como eu, já viram, não haverá perda em acompanhar como algumas cenas foram filmadas, com toda a produção fotográfica empregada e a tecnologia, criação virtual ou efeitos especiais produzidos. Sensacional!


HEREAFTER Featurette: Visual Effects Shot Breakdowns Reel from ScanlineVFX on Vimeo.

Bem-vindo, Guilherme!!


Fecho os olhos,
lembro que o sonho ainda não se perdeu...

Abro os olhos,
E o filho de um amigo nasceu.


E que Deus dê luz ao novo Coxa-branca!
Parabéns Comparsa!

26 fevereiro 2011

Esse é o cara

O ator Charlie Sheen viajou na última quinta-feira, em um jatinho fretado, para as Bahamos com a sua ex-mulher Brooke Muller, a amante e porn-star Bree Olsen e com a atual namorada Natalie Kenly.

Segundo o astro da TV, essa viagem é o começo da vida conjunta com as três mulheres, que se mudaram para sua mansão em Hollywood na última semana. Caso ele saia inteiro dessa, vai merecer nossos cumprimentos.
Pensando bem, ele já merece.

Charlie Sheen, no avião para as Bahamas, com a sua namorada, a ex-mulher e a amante.

16 fevereiro 2011

Ser inteiro




Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas tranasformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorrew até um processo de despersonalização que, históricamente, tem atingido mais a mulher; ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é principe ou no salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem que ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísmo não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem uma nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de 2 metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa aklma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo a nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontrados dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de 2 pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoaqdo por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...

Dr. Flávio Gikovate

Vida de repórter...

(contribuição da Sra. Fraiz do Valle ao Desassossego)

27 janeiro 2011

Remissão

Uma única catedral gótica ou uma única cantata de Bach redimem a religião de todos os seus males. Ou não. Você pode atribuir a beleza da igreja e da música à devoção religiosa e perdoar as barbaridades que a mesma devoção inspirou através da história, ou concluir que uma coisa não determinou a outra — Bach seria Bach mesmo sem a devoção — e apenas se admirar que tenham sido simultâneas.

Escolha: a arte religiosa se nutriu da violenta história do cristianismo ou floresceu apesar dos seus conflitos, para compensar a violência? Pode-se até imaginar uma tabela de remissões. Quantos anos de obscurantismo e fanatismo da Igreja são absolvidos pela Pietà do Michelangelo, por exemplo? Só o Réquiem do Mozart basta para a absolvição da Inquisição?

Tudo depende do olhar. Há quem olhe as pirâmides do Egito e veja um fenômeno arquitetônico e um triunfo do empreendimento humano. Outros só veem o sofrimento dos escravos pela maior glória de senhores insensíveis. Há quem olhe a fachada de uma catedral antiga e sinta seu espirito se enlevar, há quem veja na sua imponência apenas uma declaração de poder.

No seu livro "Cultura e Imperialismo", o critico Edward Said escreveu sobre a relação, às vezes inconsciente, do romance europeu com o colonialismo a partir do século 19. Seu exemplo mais comentado é um estudo sobre "Mansfield Park", de Jane Austen, em que ele ressalta a importância para a vida na mansão descrita pela autora, que dá título ao livro, de uma plantação no Caribe.

Em nenhum momento do livro de Austen é sugerido que a família seja cúmplice do imperialismo, e muito menos que seu estilo de vida dependa de escravos, mas a tese de Said é que em boa parte da literatura feita na Europa na época — inclusive singelas histórias de donzelas pastorais vivendo o drama de arranjar marido — esta interdependência está implícita. Depende do olhar de quem a lê.

Como no caso de catedrais e cantatas, a literatura produzida na Inglaterra e na França principalmente (e Portugal e Espanha, já que estamos falando de colonizadores) redime ou não redime o crime, neste caso da conquista imperial. Vendo uma mansão inglesa em meio a um idílico parque de grama perfeita, você pensa em Jane Austen ou pensa nos escravos?

Luis Fernando Veríssimo