01 fevereiro 2007

Filhos pródigos voltam para casa

"No mundo da política, como se sabe, já não existem pecados originais. Ali, as transgressões são anteriores à memória. E o perdão das urnas por vezes transcende todas as culpas. Antigos pecadores convertem-se em santos. E, por santos, recebem autorização para continuar tentando.
Nesta quinta-feira (1), o Congresso recebeu dois santificados pecadores. Destacaram-se em meio a uma legião de almas imaculadas. No Senado, Fernando Collor de Mello. Na Câmara, Paulo Maluf. Retornam a Brasília envergando o título de campeões de votos em seus respectivos Estados.
(...)
Afora a benção do eleitorado, Maluf e Collor têm recebido um tratamento privilegiado do Padre Eterno. Acossado por ações judiciais, o ex-prefeito paulistano ganhou a imunidade parlamentar. Condenado a um convívio perpétuo com Rosane Collor, detentora de segredos insondáveis, o ex-presidente obteve liberdade condicional."
Josias de Sousa, em 01/02/2007.

4 comentários:

Paulo disse...

Caro Alexandre,

Primeiramente cumprimento-lhe pelo blog. Oportunas são as questões a serem refletidas e discutidas.

Tendo em vista sua formação (em especial suas graduações em Direito e Publicidade), aguardo um texto de sua autoria sobre a democracia e o poder da mídia (exemplo: deputado Clodovil, deputado Frank Aguiar etc).

Um grande abraço.

Bráulio disse...

Olá Alex,
Você está sendo muito bondoso dizendo que há 2 santificados pecadores, creio que o número seja muito maior. Concordo, porém, que eles sejam ótimos exemplos do nível de nossos parlamentares.
O Congresso tinha que acabar e começar de novo para ter uma pequena chance de funcionar como deveria.

Nasser de Melo disse...

Dr. Paulo,
seguramente a influência dos meios de comunicação sobre o pensamento da população abordarei oportunamente aqui. Mas já adianto que tal influência não se restringe somente às celebridades que se tornam políticos. Casos mais graves ainda são aqueles relacionados à influência de meios de comunicação para colabor com campanhas políticas. Levando em conta isso e que sempre haverá algum tipo de influência, entramos em outra discussão: o que é, realmente, uma democracia?
Abraço

Nasser de Melo disse...

Bráulio,
esses são dois baluartes da nossa representatividade política. Como falar da política brasileira sem tocar nos nomes desses grandes representantes da nação? Mas aprovo a sua idéia de acabar com o Congresso e começar de novo. Para colocar em prática essa idéia, só se educarem o povo, ou, mais possível, podemos ligar para o Bin Laden.